A Caminho da Luz

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

REAÇÃO


REAÇÃO

Observa as flores humanas que assomam chorando nos torturados berços do
sofrimento.
Feridas congeniais lhes assinalam a contextura.
Despontam na árvore familiar, agitadas pela ventania de agitadas
flagelações, reclamando assistência e socorro, compaixão e entendimento.
Diante delas, muita vez, o filósofo invigilante recusa a fé no burilamento
final do gênero humano, e o religioso incompleto começa a indagar sem razão,

quanto à eqüidade na Justiça de Deus.
É que nessas criancinhas, sob o ferrete da expiação, voltam ao campo da
experiência terrestre quantos se fizeram no mundo instrumentos da crueldade
para os outros e para consigo mesmos.
Aqui é o juiz venal que regressa com cérebro embaciado, incapaz do
pensamento correto.
Ali, é o cirurgião que abusou dos próprios recursos, para estender
homicídios inconfessáveis, reaparecendo sem mãos para novas lutas na vida.
Acolá, encontraremos o esportista elegante que se valeu de dons respeitáveis

para furtar a felicidade dos outros, retomando o indumento carnal com as
doenças inquietantes a lhe curar os centros nervosos intoxicados por ele
mesmo e, mais adiante, surpreendemos a mulher vaidosa e insensata, que
aproveitou a própria beleza para destruir a paz de lares promissores,
ressurgindo no corpo retardado e disforme para rude estação na penúria e na
idiotia.
Diante do berço martirizado, lembremos as nossas próprias dívidas e
auxiliemos as avezinhas do infortúnio a refazerem as próprias asas, no visco

da provação a que se atiraram, desprevenidas, porque todos detemos
compromissos enormes na contabilidade Divina e todos, no tempo justo,
seremos inevitavelmente chamados ao justo acerto, necessitando igualmente da

dor mais alta, a fim de que sejamos conduzidos à harmonia maior.

(Obra: Plantão de Paz - Chico Xavier/Emmanuel)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Espiritismo De Kardec Aos Dias De Hoje. FILME COMPLETO

PROGRAMA DE PAZ


PROGRAMA DE PAZ
Cumprir o próprio dever.
Ninguém tranquiliza ninguém, sem trazer a consciência tranquila.
*
Usar boas palavras e bons modos.
Qualquer viajante da estrada sabe afastar-se do pé de laranja azeda.
*
Desconhecer ofensas.
A vida não constrange criatura alguma a passar recibo numa serpente para atormentar-se com ela.
*
Auxiliar indistintamente.
Se a fonte escolhesse os elementos a que prestar benefício, decerto que a Terra seria, francamente, um planeta inabitável.
*
Não censurar.
A crítica nos traça a obrigação de fazer melhor do que aqueles que nós reprovamos.
*
Abençoar sempre.
Qualquer trato de solo agradece o adubo que se lhe dê.
*
Jamais vingar-se.
Pessoa alguma consegue ajudar a um doente fazendo-se mais doente ainda.
*
Amar os inimigos.
A obra-prima da escultura nasce no sonho do artista que a concebe, mas não dispensa o concurso do buril que lhe dá forma.
*
Não se lastimar por fracasso do caminho.
O Sol, em cada hemisfério do mundo, começa a trabalhar de novo, diariamente.
*
Saber cooperar, a fim de receber cooperação.
O próprio Cristo não consegue sozinho realizar a obra de redenção da Humanidade e, em iniciando o seu apostolado na Terra, procurou doze companheiros que lhe serviram de base à divina missão.
*
André Luiz
(De “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier 

domingo, 25 de novembro de 2012

ORAÇÃO

ORAÇÃO
Senhor!
Os homens reúnem-se no mundo para pedir, reclamar, maldizer; legiões humanas devotadas à fé entregam-se para que as comandes; multidões sintonizam Contigo buscando servir-Te.
Permite-nos agora um espaço para a gratidão por estes dias de entendimento fraternal que vivemos na Casa que nos emprestastes para o planejamento das atividades evangélicas do futuro.
Como não estamos habituados a agradecer e louvar sem apresentar o rol das nossas súplicas permite-nos fazê-lo de forma diferente.
Quando quase todos pedem pelos infelizes, nós nos atreveremos a suplicar pelos infelicitadores; quando os corações suplicam em favor dos caídos, dos delinquentes, dos que se agridem, nós nos propomos a interferir em benefício dos que fomentam as quedas, os delitos e a violência; quando os pensamentos se voltam para interceder pelos esfaimados, os carentes, os desiludidos, nós nos encorajamos a formular nossas rogativas por aqueles que respondem por todos os erros que assolam a Terra, estabelecendo a miséria social, a falência moral e a derrocada nas rampas éticas do comportamento.
Não Te queremos pedir pelas vítimas de todos os matizes, senão, pelos seus algozes, os que entenebreceram os sentimentos, a consciência e a conduta, comprazendo-se, quais chacais sobre os cadáveres dos vencidos.
Tu que és o nosso Pastor e prometeste apoio a todas as ovelhas, tem misericórdia deles, os irmãos que se cegaram a si mesmos e, ensandecidos, ateiam as labaredas do ódio na Terra e fomentam as desgraças que dominam no Mundo.
Tu podes fazê-lo, Senhor, e é por isto que, em Te agradecendo todas as dádivas da paz que fruímos, não nos podemos esquecer desses que ardem nas labaredas cruéis da ignorância, alucinados pelos desequilíbrios que os tornam profundamente desditosos.
Retira dos nossos sentimentos de amor a cota melhor e canaliza-a para os irmãos enlouquecidos na volúpia do prazer, que enregelaram o coração longe dos sentimentos de humanidade e que terão que despertar, um dia, sob o látego da consciência que a ninguém poupa.
Porque já passamos, em épocas remotas, por estes caminhos, é que Te suplicamos por eles, os irmãos mais infelizes que desconhecem a própria desdita.
Quanto a nós, ensina-nos a não fruir de felicidade enquanto haja na Terra e na Pátria do Cruzeiro os que choram, os que se debatem nos desvãos da perturbação, e, consciente ou inconscientemente, Te negam a sabedoria, o amor e a condução de ternura como Pastor de nossas vidas.
Quando os Teus discípulos, aqui reunidos, encerramos esta etapa, damo-nos as mãos, e, emocionados, repetimos como os mártires do passado: – Ave Cristo! Em Tuas mãos depositamos nossas vidas, para que delas faças o que Te aprouver, sem nos consultar o que queremos, porque só Tu sabes o que é de melhor para nós.
Filhos da alma: que vos abençoe o Pai de Misericórdia e que Jesus permaneça conosco são os votos do servidor humílimo e paternal de sempre.
pelo Espírito Bezerra de Menezes – Psicofonia de Divaldo Pereira Franc

ANTE OS NOVOS TEMPOS

ANTE OS NOVOS TEMPOS

Brilham áureos tempos novos,
A Inteligência domina,
Fala a Razão cristalina,
Que estuda, aclara, deduz;
A Ciência larga a Terra,
Onde refulge de rastros,
Para a conquista dos astros,
Sob o fascínio da Luz!...
No bojo do firmamento,
Do chão à face da lua,
A pesquisa continua...
Engenhos e lumaréus!...
A Eletrônica revela
Vida mais alta e mais rica
E o Homem se comunica,
Povo a povo, céus a céus!...
A Cultura pede frente,
Entre aplausos invulgares
No Ar, no Solo, no Mares,
Em tudo o apelo ao Porvir!...
De ponta a ponta do Globo,
Em vasta ascenção na História,
Clama o Cérebro mais Glória!
Grita o Mundo progredir!...
Mas no concerto dos louros
Em que a Idéia se embriaga,
Brado aflitivo pervaga
O choro da multidão!...
São milhões de almas cativas
À ignorância na Terra,
Que a noite da angústia encerra
Nos vales da provação!...
A mágoa segue a penúria,
O crime instala a doença,
Lastima-se turba imensa
Encarcerada na dor!...
A legião do protesto
Volve à Barbárie sombria,
Supondo na rebeldia,
O facho libertador!...
A guerra distende as garras,
Surgem conflitos de sobra,
A descrença se desdobra
Em chaga descomunal...
E a força do Raciocínio
Do píncaro a que se eleva
Não barra a invasão da treva,
Nem doma a fúria do mar...
Do Alto, porém, dimana,
Visão diversa das causas,
Os mortos rebentam lousas,
Irrompem vazes do Além!...
São Mensageiros do Eterno,
Anjos do Céu sem escolta,
Trazendo Jesus de volta
Para a vitória do Bem!...
Companheiros do Evangelho,
Que o vosso Amor vibre puro,
Edificando o Futuro
Nas Leis Excelsas do Pai!...
Eis que o Cristo nos conclama,
Sob o fulgor do Cruzeiro,
Repetindo ao mundo inteiro:
Espíritas, educai!...

pelo Espírito Castro Alves - Do livro: Castro Alves Fala À Terra, Médium: Francisco Cândido Xavier.

O RICO VIGILANTE

O RICO VIGILANTE
Tiago, o mais velho, em explanação preciosa, falou sobre as ânsias de riqueza, tão comuns em todos os mortais, e, findo o interessante debate doméstico, Jesus comentou sorridente: Um homem temente a Deus e consagrado a retidão, leu muitos conselhos alusivos à prudência, e deliberou trabalhar, com afinco, de modo a reter um tesouro com que pudesse beneficiar a família.
Depois de sentidas orações, meteu-se em várias empresas, aflito por alcançar seus fins.
E, por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio de alguns milhões.
Quando parou de agir, a fim de apreciar a sua obra, reconheceu, com desapontamento, que todos os quadros da própria vida se haviam alterado, sem que ele mesmo percebesse.
O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria.
A esposa fizera-se escrava de mil obrigações destinadas a matar o tempo; os filhos cochichavam entre si, consultando sobre a herança que a morte do pai lhes reservaria; a amizade fiel desertara; os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia; as autoridades da localidade em que vivia obrigavam-no a dobradas atitudes de artifício, em desacordo com a sinceridade do seu coração.
Os negociantes visitavam-no, a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas; servidores bajulavam-no, com declarado fingimento quando ao lado de seus ouvidos, para lhe amaldiçoarem o nome, por trás de portas semi-cerradas.
Em razão de tantos distúrbios, era compelido a transformar a residência numa fortaleza, vigiando-se contra tudo e contra todos.
Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo e raramente passava algum dia sem as irritações do estômago ou sem dores de cabeça.
Em poucas semanas de meticulosa observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de desilusões e arrependimentos sem termo.
Em certa noite, porque não mais tolerasse as preocupações obcecantes do novo estado, orou em lágrimas, suplicando a inspiração do Senhor.
Depois da comovente rogativa, eis que um anjo lhe aparece na tela evanescente do sonho e lhe diz, compadecido: Toda fortuna que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva, mas toda riqueza, em repouso inútil, é poço venenoso de águas estagnadas…
Por que exigiste um rio, quando o simples copo dágua te sacia a sede? Como te animaste a guardar, ao redor de ti, celeiros tão recheados, quando alguns grãos de trigo te bastam à refeição? Que motivos te induziram a amontoar centenas de peles, em torno do lar, quando alguns fragmentos de lã te aquecem o corpo, em trânsito para o sepulcro?…
Volta e converte a tua arca de moedas em cofre milagroso de salvação! Estende os júbilos do trabalho, cria escolas para a sementeira da luz espiritual e improvisa a alegria a muitos! Somente vale o dinheiro da Terra pelo bem que possa fazer! Sob indizível espanto, o caçador de outro despertou transformado e, do dia seguinte em diante, passou a libertar as suas enormes reservas, para que todos os seus vizinhos tivessem junto dele, as bênçãos do serviço e do bom ânimo…
Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta, os filhos odiaram-no e os seus próprios beneficiados o julgaram louco; todavia, robustecido e feliz, o milionário vigilante voltou a possuir no domicílio um santuário aberto e os gênios da alegria oculta passaram a viver em seu coração.
Silenciando o Mestre, Tiago, que comandava a palestra da noite, exclamou, entusiasta: Senhor, que ensinamento valioso e sublime!…
Jesus sorriu e respondeu: 28 Sim, mas apenas para aqueles que tiverem ouvidos de ouvir e olhos de ver.
pelo Espírito Neio Lúcio – Do livro: Jesus no Lar, Médium: Francisco Cândido Xavier

ESCUSAS

ESCUSAS
Permanece fiel ao trabalho a que te vinculas, servidor do Bem, sem qualquer enfado ou desânimo.

Dizes ser amigo de Jesus, que nunca deixou de auxiliar-te. Nada obstante, à medida que o tempo transcorre, vens neglicenciando os compromissos com as atividades socorristas a que te vinculas.

Sabes quando és útil no conjunto fraternal da Instituição em que te movimentas e que te necessita.

Apesar disso, vens fugindo à cooperação com os teus irmãos lutadores, tão cansados quanto tu mesmo, arrimando-te em escusas injustificáveis.

Sensível à crítica, olvidas-te de compreender que o mundo ainda não é o Paraíso, no qual os seres angélicos entoam hinos de louvor ao Pai Celestial. Permanece, porém, como escola de bênçãos, na qual a incompreensão e o desar dão-se as mãos, para a geração de dificuldades. Ademais, quando se está a serviço de Jesus, surgem empecilhos de todos os lados, tentando impedir o avanço autoiluminativo.

Procurando distanciar-te da realização coletiva edificante, alegas que sofres perseguição e apupo, sem a lucidez necessária para a prática da compaixão e da misericórdia. Aquele que te é inamistoso encontra-se gravemente enfermo e o desconhece...

Noutras vezes, aludes aos problemas e desafios familiares que te exigem a presença e olvidas o grupo espiritual com o qual te comprometeste antes da reencarnação.

Em algumas situações, apóias-te em enfermidades reais ou imaginárias para permaneceres no lar, quando o hospital espírita é o lugar adequado para conseguires a recuperação da saúde.

Tem cuidado, amigo de Jesus!
Se todos os Seus cooperadores detiverem-se em escusas, o deserto tomará conta da seara, ora rica de dádivas e de promessas de frutos...

Ao agasalhares ressentimentos e omitir-te na obra do Senhor, forças do Mal acercam-se de ti e lentamente inoculam nos teus pensamentos ideias falsas trabalhadas com habilidade, empurrando-te para as áreas sem defesa da inutilidade.

É certo que preferes a cultura, a projeção, o reconhecimento das demais pessoas. E, ao recebê-los, ficas sem mérito ante a Consciência Cósmica, porque já foste galardoado pela retribuição da vida aos teus pequenos e diletantes esforços.

Tem cuidado e volve à luta, ao lado dos teus amigos e sofredores, não deixando o arado enferrujar-se, abandonado ao sabor das intempéries.

Mantém a lembrança de que Jesus jamais se escusava. Por mais difícil fosse a situação, Ele a enfrentava com amor e delicadeza.

Veio ensinar a cooperação fraternal, a vivência da solidariedade, caminhos únicos para tornar melhor o mundo.

Se aqueles que são dotados de bons sentimentos se evadem da ação do Bem, alegando as dificuldades, que se poderá esperar dos demais, aqueles que não dispõem do conhecimento superior, das resistências morais, dos sentimentos de compaixão?

Há muito cristão-espírita fascinado pelos conteúdos intelectuais do Espiritismo, permanecendo nos seus confortáveis gabinetes e bibliotecas, pesquisando e escrevendo para os outros, propondo diretrizes e seguros roteiros de trabalho, de caridade...

Suas mãos, porém, permanecem vazias de feitos.
As belas teorias necessitam de ser vivenciadas por aqueles que as formulam, a fim de merecerem consideração e apoio dos que lhes tomam conhecimento.

A vinha do mestre ainda se encontra na face desafiadora da erradicação das plantas inúteis e más, a fim de ser preparado o solo para a ensementação do amor através do esforço hercúleo dos desbravadores do terreno,

Tudo quanto Jesus falou, Ele o praticou.
A Sua não é uma mensagem apenas de palavras, pois que todas elas estão respaldadas pelo Seu exemplo de abnegação e de entrega total.

A Sabedoria Máxima que o mundo conhece jamais se escusou ante as tarefas humildes, até humilhantes, que Ele transformou em vivência dignificadora como jamais alguém o conseguiria...

Lavar os pés dos Seus discípulos representou a sublime demonstração do que se fez servo de todos, sendo, no entanto, o Excelso Senhor do planeta terrestre.

Se te sentes cansado ante o impacto dos acontecimentos perversos e afligentes, recorda que com Ele tudo se torna fardo leve, de fácil condução.

Se perdeste o encantamento em relação aos companheiros com os quais convives, retempera o ânimo na fraternidade e reestimula-te, doando-te um pouco mais.

Na escusa em que ocultas os motivos reais do paulatino abandono dos teus compromissos, aguardas o tempo para te eximires por completo de tudo, negando a tua cooperação.

As ilusões de hoje e os comportamentos estranhos também passam, surgindo o despertar da consciência, em seu lugar, quando a situação tornar-se perigosa, agravada pela tua distância dEle.

O que fazes é bom e útil.
Defende o teu direito de prosseguir realizando-o da mesma forma que resguardas os valores para a existência cômoda.

Não te preocupes com os julgamentos que venham a fazer sobre ti, mantendo-te fiel ao Seu suave jugo.

Refaze o caminho e deixa-te de escusas, voltando ao trabalho enquanto é dia de luz.

O que faças, a conduta que te permitas, tornar-te-á amigo devotado ou distraído dAquele que deu a própria existência por amor a ti.

O Espiritismo é o teu salvo-conduto para uso correto na atual conjuntura reencarnacionista.

Tu que o conheces, que o ensinas, pratica-o até o sacrifício, recordando a recomendação de Jesus, a respeito da fidelidade ao Amor até o fim...

Amigo do Bem, não deixes que o vazio existencial que te atormenta seja preenchido pelo egoísmo e pelas ambições terrestres de breve curso.


pelo Espírito Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Kardec e o Bóson Higgs


  Kardec e o Bóson Higgs 


Ao se aproximar de uma Nova Era, a da Regeneração anunciada pelos Espíritos Superiores, o planeta Terra começa a ganhar a sua maior idade e com ela, as dores e os sofrimentos tendem a diminuir e as descobertas científicas começam a ganhar espaço. Assim religião e ciência se aproximarão, e a razão científica que nascerá nos corações dos homens por certo eliminará as fantasias, as crenças cegas e os milagres. Tudo será explicado à luz dos ensinos do Cristo.


À medida que os homens de ciências vão evoluindo, Deus vai permitindo novas descobertas. O físico alemão Albert Einstein desenvolveu a Teoria da Relatividade provocando um enorme barulho. Afirmou que a ciência nos afasta de Deus, mas a ciência pura nos aproxima de Deus, e mais uma vez agora com o Bóson de Higgs, apelidado de partícula de Deus.


Allan Kardec na obra O Livro dos Espíritos (1857) - Capítulo II - 1a parte - Propriedades da Matéria, portanto há mais de 150 anos, denominou-a de “Fluido Cósmico Universal”. Na questão 30 de OLE, Allan Kardec pergunta aos Espíritos: “A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?” Resposta: “De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais como corpos simples não são verdadeiros elementos, mas transformações da matéria primitiva.”


Na questão 31 - “De onde provêm as diferentes propriedades da matéria?” Resposta: “Das modificações que as moléculas elementares sofrem, ao se unirem, e em determinadas circunstâncias”.


Questão 33 - “A mesma matéria elementar é suscetível de passar por todas as modificações e adquirir todas as propriedades?” Resposta: ”Sim, e é isso que deveis entender, quando dizemos que tudo está em tudo”. Esclarecendo ainda mais, o Codificador fez o seguinte comentário: “O oxigênio, o hidrogênio, o azoto, o carbono, e todos os corpos que consideramos simples não são mais do que modificações de uma substância primitiva. Na impossibilidade em que ainda nos achamos de remontar, a não pelo pensamento, a essa matéria primária, esses corpos são para nós verdadeiros elementos, e podemos sem maiores consequências, considerá-los assim até nova ordem.”


Portanto a doutrina dos espíritos já tinha o conhecimento da existência desta em partícula com o nome de Fluido Cósmico Universal. Fluido, por ser totalmente etéreo e impossível de se compreender pelos nossos cinco sentidos (visão, tato, audição, olfato e paladar); cósmico porque tudo o que está no mundo é feito dele; universal porque é a mesma substância que serve de base para tudo o que existe.


Há outras evidências de transformação do Bóson de Higgs na obra “Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade”, pelo Espírito André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira, que afirma: “A matéria é luz coagulada” ou ainda “A matéria é luz capturada gravitacionalmente”. Toda a matéria é uma forma condensada de energia vibratória. É resultado das “inumeráveis modificações do mesmo fluido universal. Inclusive o fluido elétrico animalizado, fluido magnético, princípio ou fluido vital.”.


Higgs vê sua teoria ser comprovada


A prova da existência do Bóson de Higgs, postulada em 1964 pelo físico inglês Peter Higgs, tem um enorme impacto na ciência, já que se trata da única partícula elementar do modelo padrão que não foi observada até agora. O mecanismo de Higgs foi proposto por vários cientistas nos meados da década de 1960 como uma forma consistente de se construir uma teoria contendo partículas com massa. Depois foi incorporado a uma teoria descrevendo as interações fracas e eletromagnéticas, o hoje chamado de Modelo Padrão. Desde então se vem buscando descobrir a partícula remanescente desse mecanismo, o Bóson de Higgs. “Quero congratular-me com todos. Fico muito feliz que tenha acontecido enquanto estou vivo”, afirmou Higgs, atualmente com 83 anos, que se emocionou ao ser convocado para falar no final da apresentação dos cientistas do CERN.


O apelido de "partícula de Deus" foi cunhado pelo físico Leon Lederman, mas é mais usado por leigos, como um modo mais fácil de explicar como funcionam as partículas subatômicas e sua importância.


"Estou estupefato com a incrível velocidade com que os resultados foram obtidos", afirmou Higgs em um comunicado divulgado pela Universidade de Edimburgo, na Escócia.

SOB LIMITES


SOB LIMITES

O dia pujante, marcha para o ocaso.
O ano, de largos dias, não excede um minuto na ampulheta do tempo.
A existência física, mesmo duradoura, não logra evitar a morte.
Tudo, na Terra, são limites.
Só a vida em plenitude permanece, mergulhando e liberando-se dos
envoltórios transitórios de que se reveste, para as transformações e avanços
na fatalidade da perfeição que busca e alcançará.
*
Nunca te suponhas indene aos acontecimentos dos processos da
evolução.
Embrulha-te nos tecidos da humildade e avança, trabalhando sem
cansaço.
Conserva o otimismo em tuas realizações, mesmo quando os céus da tua
experiência estejam nublados por espessas sombras de dificuldades.
Quem receia agir no bem, entorpece as resistências da realização.
*
A prepotência age para a loucura.
A presunção atua para o desequilíbrio.
Só o amor, calcado no interesse pelo próximo, logra produzir para a
Vida.
*
Instado a edificar o bem, onde estejas, não postergues a
oportunidade.
Não conseguindo o desiderato, evita lamentar o esforço despendido.
A rosa aromatiza o ar; quantos se inebriam, preferem o aroma. Sê tu
a rosa.
Todos bendizem o ar balsâmico da Natureza que os refrigera e agrada.
Sê tu a brisa abençoada.
Na ambiência da tranquilidade, todos anelam por fruí-la. Sê tu quem
a propicia.
Melhor ensejar ventura do que gozá-la.
*
Recorda Jesus, que tudo investiu em amor, para, mesmo sofrendo,
ensinar o homem a ser feliz, não ultrapassando os deveres e submetendo-se,
Ele, que é o nosso apoio às limitações do mundo, onde, por enquanto, nos
encontramos a crescer e a evoluir.

(De "Alerta", de Divaldo P. Franco, pelo Espírito de Joanna de Ângelis)

O TRATAMENTO DAS DOENÇAS E O ESPIRITISMO –

O TRATAMENTO DAS DOENÇAS E O ESPIRITISMO –

 PATOLOGIA DA ALMA - 


1 - O Espiritismo pode contribuir para o tratamento das doenças?
Emmanuel - A doutrina Espírita, expressando o Cristianismo Redivivo, não apenas descortina os panoramas radiantes da imortalidade, ante o grande futuro, mas é igualmente luz para o homem, a clarear-lhe o caminho; desse modo, desempenha função específica no tratamento das doenças que fustigam a Humanidade, por ensinar a medicina da alma, em bases no amor construtivo e reedificante.
Nas trilhas da experiência terrestre, realmente, a cada trecho, surpreendemos desequilíbrios, a se exprimirem por enfermidades individuais ou coletivas.



2 - Existe uma patologia da alma?
Emmanuel - Mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e irritações entretecem crises do pensamento, estabelecendo lesões mentais que culminam em processos patológicos, no corpo e na alma, quando não se convertem, de pronto, em pábulo da loucura ou em sombra da morte.

3 - Por que acontece assim?
Emmanuel - Isso acontece porque milhões de criaturas, repostas no lar, recapitulam amargosas e graves experiências, junto àqueles que atormentaram outrora ou que outrora lhes foram implacáveis verdugos; metamorfoseados em companheiros que, às vezes, trazem o nome de pais e figuram-se adversários intransigentes; responderam por filhos e mais se assemelham a duros algozes dos corações afetuosos que lhes deram o tesouro do berço; carregam a certidão de esposos e parecem forçados, em algemas duplas na pedreira do sofrimento; fazem-se conhecidos por titulares da parentela e exibem-se, à feição de carrascos tranquilos.


4 - Como classificar o reduto doméstico, onde se reúnem sob os mesmos interesses e sob o mesmo sangue os inimigos de existências passadas?
Emmanuel - Do ponto de vista mental, os adversários do pretérito, reencarnados no presente, expandem entre si tamanha carga vibratória de crueldade e rebeldia, que transfiguram o ninho familiar em furna, minado por miríades de raios destrutivos de azedume e aversão.

5 - Qual o papel dos princípios espíritas diante dos conflitos familiares?
Emmanuel - Diante dos conflitos familiares, surgem os princípios espíritas por medicação providencial.

6 - Qual o ponto fundamental do socorro espírita nos males de origem doméstica?
Emmanuel - Claramente, na educação individual e, evidenciando a reencarnação, destaca o impositivo da tolerância mútua, por terapêutica espiritual imediata, a fim de que os pontos nevrálgicos do indivíduo ou do grupo sejam definitivamente sanados.

7 - Como classificam a Doutrina Espírita as pessoas difíceis da convivência ou da consangüinidade?
Emmanuel - A Doutrina Espírita, proclamando o entendimento fraterno por medida inalienável, perante os ajustes precisos, cataloga os irmãos transviados na ficha dos enfermos carecentes de compaixão e socorro.


8 - Como funcionam os ensinamentos espíritas na cura dos males que infelicitam as criaturas humanas?
Emmanuel - Os ensinamentos espíritas, despertando a mente para a necessidade do trabalho e do estudo espontâneo, preparam a criatura em qualquer situação, para a obra do aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da vida, para lá da morte, patenteiam ao raciocínio de cada um que a individualidade não encontrará, além-túmulo, qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio que construiu para si mesma, através daquilo que fez aos semelhantes.

9 - A caridade pode auxiliar nas curas dos males humanos?
Emmanuel - Fácil verificar, assim, que a Doutrina Espírita encerra a filosofia do pensamento reto, por agente preservativo da saúde moral, e consubstancia a religião natural do bem, cujas manifestações definem a caridade por terapêutica de alívio e correção de todos os males que afligem a existência.

10 - Em que fórmulas essenciais se baseiam a terapêutica espírita?
Emmanuel - Com os ensinamentos espíritas aprendemos que os atos de bondade, ainda os mais apagados e pequeninos, são plantações de alegrias eternas e que o perdão incondicional das ofensas é a fórmula santificante para supressão da dor e renovação do destino.


11 - Quais são os medicamentos do espírito?
Emmanuel - Nas atividades espíritas, colhemos do magnetismo sublimados benefícios imediatos, seja no clima do passe, sob o influxo da oração, ou no culto sistemático do Evangelho no Lar, por intermédio dos quais, benfeitores e amigos desencarnados nos reequilibram as forças, através da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas.
Se abraçastes, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes os ensinos e compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no fundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que te fluem da inspiração, ouvirás a palavra do Cristo:

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.



EMMANUEL
(Do livro “Leis Do Amor”, Francisco Cândido Xavier E Waldo Vieira)


O Genoma Humano e a Identidade do Espírito


                      O Genoma Humano e a Identidade do Espírito 



As pesquisas sobre o Genoma Humano fazem surgir controvérsias a respeito da identidade de cada indivíduo. Porém o Espiritismo ensina: a individualidade pertence ao Espírito imortal.


“Por uma aberração da inteligência, pessoas há que só veem nos seres orgânicos a ação da matéria e a esta atribuem todos os nossos atos.” Esta frase aparece no início do comentário de Allan Kardec às questões 147 e 148 de O Livro dos Espíritos[1], a respeito do Materialismo. Os avanços no sequenciamento da molécula do DNA de vários seres vivos, incluindo o ser humano, estão permitindo aos cientistas descobrir as causas de uma série de doenças, como o câncer, proporcionar o desenvolvimento de produtos geneticamente modificados (os produtos transgênicos) e abrir perspectivas quanto à manipulação dos genes ainda durante o processo de formação do feto. Porém, essas pesquisas tem gerado o surgimento de questões éticas como a clonagem de um indivíduo e, recentemente, a questão do comportamento humano ser consequência de determinados genes1.


É sobre essa última questão que desejamos discutir nesta matéria. Ela se enquadra na afirmativa acima de Kardec e o destaque que o Genoma Humano tem recebido da mídia nacional e internacional revela a crença materialista por detrás dele. Motivados por um artigo publicado na revista internacional Journal of Molecular Biology (abril de 2002)[2] e por uma matéria publicada na revista Pesquisa Fapesp Especial (abril de 2003)[3] apresentaremos uma discussão sobre o assunto que consideramos ser de grande interesse ao movimento espírita já que ele envolve a questão da identidade ou individualidade dos Espíritos.


No artigo da referência [2], o professor de Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade de Genebra (Suíça), Prof. Dr. Alex Mauron, questiona a crença de que todas as características do ser humano, incluindo os comportamentos e sentimentos de ordem psicológicas, são comandados pelos genes. Ele batiza essa ideia de “Metafísica genômica” pelo fato do Genoma ser considerado como sendo a “alma” de cada indivíduo. Os Espíritos são bastante claros a esse respeito [1]:


“361. Qual a origem das qualidades morais, boas ou más, do homem?


“São as do Espírito nele encarnado. Quanto mais puro é esse Espírito, tanto mais propenso ao bem é o homem.”


370. Da influência dos órgãos se pode inferir a existência de uma relação entre o desenvolvimento dos do cérebro e o das faculdades morais e intelectuais?


“Não confundais o efeito com a causa. O Espírito dispõe sempre das faculdades que lhe são próprias. Ora, não são os órgãos que dão as faculdades, e sim estas que impulsionam o desenvolvimento dos órgãos.”(Grifos nossos).


Um argumento apresentado por Mauron contrário à ideia de que a identidade de uma pessoa está diretamente associada ao seu Genoma é a existência de gêmeos monozigóticos, isto é, que possuem o mesmo Genoma. Desde que dois ou mais gêmeos são indivíduos diferentes, com comportamentos e identidades diferentes, fica evidente que não é o Genoma que determina a identidade. Porém, o professor Mauron não defende nenhuma tese espiritualista. Ele acredita que, em algum momento ao longo do desenvolvimento embrionário, existe algum tipo de evento material que determina a emergência da identidade pessoal do indivíduo. Essa “crença” (note que essa ideia não possui prova científica) reflete a postura materialista por parte do professor Mauron e da comunidade científica.


Por outro lado, apenas para vermos a importância de estarmos cientes dessas discussões, cabe mencionar que a ideia de que o Genoma determina a identidade de uma pessoa, desde o momento da concepção, favorece a luta contra o aborto e contra o uso de embriões humanos nas pesquisas científicas.


Portanto, pelo menos para defender a vida, essa ideia materialista tem alguma serventia.


O Espiritismo sela a questão ao ensinar que a causa de nossos comportamentos e de nossa identidade reside na nossa alma ou Espírito. As questões 150 e 152 de O Livro dos Espíritos[1] elucidam:


“150. A alma, após a morte, conserva a sua individualidade?


“Sim; jamais a perde. Que seria ela, se não a conservasse?”


152. Que prova podemos ter da individualidade da alma depois da morte?


“Não tendes essa prova nas comunicações que recebeis? Se não fôsseis cegos, veríeis; se não fôsseis surdos, ouviríeis; pois que muito amiúde uma voz vos fala, reveladora da existência de um ser que está fora de vós.”
1Um gene é um pedaço da molécula do DNA que é codificado numa proteína, que por sua vez, terá uma determinada função na célula ou no organismo de um ser vivo. Estima-se que o ser humano tenha entre 30 mil e 120 mil genes.


A chave para o problema da identidade de cada indivíduo está na pré-existência da alma que a traz consigo. A prova disso são as comunicações dos Espíritos que ao desencarnarem deixaram apenas o corpo físico e levaram tudo o que aprenderam. Lamentamos que a humanidade não reconhece isso como comprovação da sobrevivência da alma. O Genoma, do ponto de vista da Doutrina Espírita, é, portanto, apenas uma ferramenta do Espírito que o recebe para cumprir determinada tarefa no mundo material.


A compreensão desse importante detalhe está diretamente ligado ao problema levantado pelo professor titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo, Prof. Dr. Renato Janine Ribeiro, em sua matéria publicada na revista Pesquisa Fapesp Especial de abril de 2003 (referência [3]). O professor Ribeiro também questiona a expectativa de que a descoberta completa do Genoma Humano resolverá todos os problemas do ser humano, mormente, os de ordem psicológica e comportamental. Ele não discorda que esse avanço ajudará a resolver muitos problemas com doenças e insuficiências do ser humano. Mas ele questiona um outro aspecto que é de grande importância para nós espíritas.


O problema pode ser apresentado da seguinte forma, nas palavras do próprio autor[3]: “... há uma enorme tendência do ser humano a querer considerar-se coisa, objeto.” A ideia de que somos dirigidos pelas nossas características genéticas significa que não temos a liberdade de escolha. Apesar de não gostarmos dessa ideia, o professor Ribeiro argumenta que até mesmo a liberdade não é tão valorizada pois “ela implica responsabilidades”[3]. E como as pessoas tem fugido às responsabilidades, uma consequência é que: “...diante disso é comum desejar-se algo que resolva nossos problemas independentemente de nós mesmos.”


Não interessa o que causou nossos problemas e doenças mas sim como resolvê-los. “... se eu puder solucioná-los com um remédio ou cirurgia, não preciso responsabilizar-me, a fundo, por eles. Tratarei a mim mesmo como um objeto.”(Grifos nossos). Assim, a pesquisa do Genoma Humano favorece a filosofia do ser objeto e nos faz lembrar daquele antigo argumento dos que se eximem da reforma íntima: “... o espírito é forte, mas a carne é fraca”. Hoje, esse argumento se torna “... mas o genoma é fraco...”. É mais fácil crer que os nossos temperamentos desequilibrados são decorrentes dos nossos genes do que nos esforçarmos por reformar nossas tendências. É mais fácil acreditar que um dia a Ciência, com uma cirurgia, nos fará seres perfeitos do que acreditar no esforço próprio. Felizes que somos por conhecer a Doutrina Espírita que nos ensina perfeitamente o que é causa e o que é efeito. A causa reside em nosso Espírito. O efeito são os nossos atos, palavras e pensamentos. O corpo físico é apenas instrumento para que possamos trabalhar na obra da co-criação


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ORAÇÃO

ORAÇÃO
Senhor!
Os homens reúnem-se no mundo para pedir, reclamar, maldizer; legiões humanas devotadas à fé entregam-se para que as comandes; multidões sintonizam Contigo buscando servir-Te.
Permite-nos agora um espaço para a gratidão por estes dias de entendimento fraternal que vivemos na Casa que nos emprestastes para o planejamento das atividades evangélicas do futuro.
Como não estamos habituados a agradecer e louvar sem apresentar o rol das nossas súplicas permite-nos fazê-lo de forma diferente.
Quando quase todos pedem pelos infelizes, nós nos atreveremos a suplicar pelos infelicitadores; quando os corações suplicam em favor dos caídos, dos delinquentes, dos que se agridem, nós nos propomos a interferir em benefício dos que fomentam as quedas, os delitos e a violência; quando os pensamentos se voltam para interceder pelos esfaimados, os carentes, os desiludidos, nós nos encorajamos a formular nossas rogativas por aqueles que respondem por todos os erros que assolam a Terra, estabelecendo a miséria social, a falência moral e a derrocada nas rampas éticas do comportamento.
Não Te queremos pedir pelas vítimas de todos os matizes, senão, pelos seus algozes, os que entenebreceram os sentimentos, a consciência e a conduta, comprazendo-se, quais chacais sobre os cadáveres dos vencidos.
Tu que és o nosso Pastor e prometeste apoio a todas as ovelhas, tem misericórdia deles, os irmãos que se cegaram a si mesmos e, ensandecidos, ateiam as labaredas do ódio na Terra e fomentam as desgraças que dominam no Mundo.
Tu podes fazê-lo, Senhor, e é por isto que, em Te agradecendo todas as dádivas da paz que fruímos, não nos podemos esquecer desses que ardem nas labaredas cruéis da ignorância, alucinados pelos desequilíbrios que os tornam profundamente desditosos.
Retira dos nossos sentimentos de amor a cota melhor e canaliza-a para os irmãos enlouquecidos na volúpia do prazer, que enregelaram o coração longe dos sentimentos de humanidade e que terão que despertar, um dia, sob o látego da consciência que a ninguém poupa.
Porque já passamos, em épocas remotas, por estes caminhos, é que Te suplicamos por eles, os irmãos mais infelizes que desconhecem a própria desdita.
Quanto a nós, ensina-nos a não fruir de felicidade enquanto haja na Terra e na Pátria do Cruzeiro os que choram, os que se debatem nos desvãos da perturbação, e, consciente ou inconscientemente, Te negam a sabedoria, o amor e a condução de ternura como Pastor de nossas vidas.
Quando os Teus discípulos, aqui reunidos, encerramos esta etapa, damo-nos as mãos, e, emocionados, repetimos como os mártires do passado: – Ave Cristo! Em Tuas mãos depositamos nossas vidas, para que delas faças o que Te aprouver, sem nos consultar o que queremos, porque só Tu sabes o que é de melhor para nós.
Filhos da alma: que vos abençoe o Pai de Misericórdia e que Jesus permaneça conosco são os votos do servidor humílimo e paternal de sempre.
pelo Espírito Bezerra de Menezes – Psicofonia de Divaldo Pereira Franc

ANTE OS NOVOS TEMPOS

ANTE OS NOVOS TEMPOS

Brilham áureos tempos novos,
A Inteligência domina,
Fala a Razão cristalina,
Que estuda, aclara, deduz;
A Ciência larga a Terra,
Onde refulge de rastros,
Para a conquista dos astros,
Sob o fascínio da Luz!...
No bojo do firmamento,
Do chão à face da lua,
A pesquisa continua...
Engenhos e lumaréus!...
A Eletrônica revela
Vida mais alta e mais rica
E o Homem se comunica,
Povo a povo, céus a céus!...
A Cultura pede frente,
Entre aplausos invulgares
No Ar, no Solo, no Mares,
Em tudo o apelo ao Porvir!...
De ponta a ponta do Globo,
Em vasta ascenção na História,
Clama o Cérebro mais Glória!
Grita o Mundo progredir!...
Mas no concerto dos louros
Em que a Idéia se embriaga,
Brado aflitivo pervaga
O choro da multidão!...
São milhões de almas cativas
À ignorância na Terra,
Que a noite da angústia encerra
Nos vales da provação!...
A mágoa segue a penúria,
O crime instala a doença,
Lastima-se turba imensa
Encarcerada na dor!...
A legião do protesto
Volve à Barbárie sombria,
Supondo na rebeldia,
O facho libertador!...
A guerra distende as garras,
Surgem conflitos de sobra,
A descrença se desdobra
Em chaga descomunal...
E a força do Raciocínio
Do píncaro a que se eleva
Não barra a invasão da treva,
Nem doma a fúria do mar...
Do Alto, porém, dimana,
Visão diversa das causas,
Os mortos rebentam lousas,
Irrompem vazes do Além!...
São Mensageiros do Eterno,
Anjos do Céu sem escolta,
Trazendo Jesus de volta
Para a vitória do Bem!...
Companheiros do Evangelho,
Que o vosso Amor vibre puro,
Edificando o Futuro
Nas Leis Excelsas do Pai!...
Eis que o Cristo nos conclama,
Sob o fulgor do Cruzeiro,
Repetindo ao mundo inteiro:
Espíritas, educai!...

pelo Espírito Castro Alves - Do livro: Castro Alves Fala À Terra, Médium: Francisco Cândido Xavier.

O RICO VIGILANTE

O RICO VIGILANTE
Tiago, o mais velho, em explanação preciosa, falou sobre as ânsias de riqueza, tão comuns em todos os mortais, e, findo o interessante debate doméstico, Jesus comentou sorridente: Um homem temente a Deus e consagrado a retidão, leu muitos conselhos alusivos à prudência, e deliberou trabalhar, com afinco, de modo a reter um tesouro com que pudesse beneficiar a família.
Depois de sentidas orações, meteu-se em várias empresas, aflito por alcançar seus fins.
E, por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio de alguns milhões.
Quando parou de agir, a fim de apreciar a sua obra, reconheceu, com desapontamento, que todos os quadros da própria vida se haviam alterado, sem que ele mesmo percebesse.
O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria.
A esposa fizera-se escrava de mil obrigações destinadas a matar o tempo; os filhos cochichavam entre si, consultando sobre a herança que a morte do pai lhes reservaria; a amizade fiel desertara; os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia; as autoridades da localidade em que vivia obrigavam-no a dobradas atitudes de artifício, em desacordo com a sinceridade do seu coração.
Os negociantes visitavam-no, a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas; servidores bajulavam-no, com declarado fingimento quando ao lado de seus ouvidos, para lhe amaldiçoarem o nome, por trás de portas semi-cerradas.
Em razão de tantos distúrbios, era compelido a transformar a residência numa fortaleza, vigiando-se contra tudo e contra todos.
Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo e raramente passava algum dia sem as irritações do estômago ou sem dores de cabeça.
Em poucas semanas de meticulosa observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de desilusões e arrependimentos sem termo.
Em certa noite, porque não mais tolerasse as preocupações obcecantes do novo estado, orou em lágrimas, suplicando a inspiração do Senhor.
Depois da comovente rogativa, eis que um anjo lhe aparece na tela evanescente do sonho e lhe diz, compadecido: Toda fortuna que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva, mas toda riqueza, em repouso inútil, é poço venenoso de águas estagnadas…
Por que exigiste um rio, quando o simples copo dágua te sacia a sede? Como te animaste a guardar, ao redor de ti, celeiros tão recheados, quando alguns grãos de trigo te bastam à refeição? Que motivos te induziram a amontoar centenas de peles, em torno do lar, quando alguns fragmentos de lã te aquecem o corpo, em trânsito para o sepulcro?…
Volta e converte a tua arca de moedas em cofre milagroso de salvação! Estende os júbilos do trabalho, cria escolas para a sementeira da luz espiritual e improvisa a alegria a muitos! Somente vale o dinheiro da Terra pelo bem que possa fazer! Sob indizível espanto, o caçador de outro despertou transformado e, do dia seguinte em diante, passou a libertar as suas enormes reservas, para que todos os seus vizinhos tivessem junto dele, as bênçãos do serviço e do bom ânimo…
Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta, os filhos odiaram-no e os seus próprios beneficiados o julgaram louco; todavia, robustecido e feliz, o milionário vigilante voltou a possuir no domicílio um santuário aberto e os gênios da alegria oculta passaram a viver em seu coração.
Silenciando o Mestre, Tiago, que comandava a palestra da noite, exclamou, entusiasta: Senhor, que ensinamento valioso e sublime!…
Jesus sorriu e respondeu: 28 Sim, mas apenas para aqueles que tiverem ouvidos de ouvir e olhos de ver.
pelo Espírito Neio Lúcio – Do livro: Jesus no Lar, Médium: Francisco Cândido Xavier

APOIO FRATERNAL


APOIO FRATERNAL
Não digas que esta ou aquela criatura não necessita de compaixão.
Não nos referimos à piedade negativa que, em se manifestando, deixa os infelizes mais infelizes. Reportamo-nos à compreensão que nos habilita a entender as necessidades da pessoa humana e a prestar-lhe o auxílio direto ou indireto que se nos faça possível, objetivando-se-lhe a sustentação do equilíbrio no grupo social que lhe seja próprio.
-0-
Encontrarás, talvez, um homem forte, em plenitude de robustez física e, provavelmente, acreditarás que ele não requisite qualquer forma de amparo. Entretanto, esse amigo, supostamente privilegiado pela natureza, pede simpatia que o mantenha na direção do bem.
A mulher ricamente adornada que supões venturosa, muitas vezes, transporta consigo pesadas desilusões, a rogar-te auxílio a fim de conseguir suportar a carga de sofrimentos a que se vincula.
Quem administra espera a cooperação de quantos lhe partilhem a tarefa para que essa tarefa se derrame em amparo generalizado, em favor de todas as criaturas para as quais é dirigida.
Quem obedece solicita o concurso possível dos outros para que as sugestões da indisciplina não lhe conturbem a vida.
-o-
Os bons exigem apoio das ideias e palavras edificantes para que não se desviem da rota que o mundo lhes assinala e os maus reclamam proteção específica, a fim de que se contenham e aprendam a se desvencilhar de qualquer conotação com as forças da crueldade.
-o-
Conciliemo-nos, buscando comunicar-nos através do lado melhor que possamos apresentar em esforço recíproco, para que a parte ainda rústica de que sejamos portadores, seja burilada menos dificilmente pelos instrumentos da vida.
-o-
Concluamos, assim, que seja qual seja o caminho em que estivermos, quantos nos cruzem os passos necessitam de paz e compreensão. E, dentro do assunto, observemos que, em nos referindo a semelhantes recursos, todos nós, em qualquer posição, precisamos e precisaremos deles também.
(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ORIENTAÇÃO

ORIENTAÇÃO
Meu amigo.

Se você pretende cooperar no apostolado da revelação, materializando os benfeitores do Plano Espiritual no caminho dos homens, desmaterialize a própria vida, para que as suas forças se divinizem, auxiliando com eficiência a obra redentora do Mais Alto, em benefício da humanidade.

Reajuste os seus hábitos e santifique as suas manifestações de sentimento e pensamento, adaptando-se, quanto o possível, ao padrão de vida mais alta que o ministério dessa natureza reclama, em toda parte.

Em assembléias dessa ordem, cada visitante ou assistente irradia as ondas vitais com cuja intimidade se colocam.

O frasco de perfume esparge o aroma sublime de seu conteúdo.

O vaso de detritos fornecem emanações desagradáveis que lhe correspondem.

Outra não é a situação de cada companheiro da reunião se disponha a receber as demonstrações sagradas do Plano Superior.

Se você ainda aspira a subida para conviver com a luz, não se negue ao esforço de abandonar o vale sombras em que o seu coração vem respirando até agora.

Melhore tudo dentro de você, para que tudo melhore ao redor de seus passos.

Lembre-se de que as dificuldades impostas ao nosso roteiro pelos outros, não devem ser a norma de vida para nós.

É imprescindível a renovação nossa, para acompanhar o vôo deslumbrante dos espíritos que se renovam e evoluem.

Há pequeninos prazeres que, à maneira dos micróbios violentos ou perseverantes que nos desintegram o envoltório físico, nos intoxicam a alma e lhe destroem as mais santas esperança.

Todos nós somos dínamos viventes, nos mais remotos ângulos da vida, com o Infinito por clima de progresso e com a Eternidade por meta sublime.

Geramos raios, emitimo-los e recebemo-los, constantemente. Nossas atitudes e deliberações, costumes e emoções, criam cargas elétricas de variadas expressões.

O uso da carne estabelece raios embrutecentes.
O uso do álcool forma elementos intoxicantes.
O uso do fumo arremessa raios venenosos.
A cólera forma nuvens de princípios destruidores.
A maldade projeta dardos de treva .
O ciúme é uma tempestade interior.
A inveja é atmosfera enregelante.
O egoísmo é casulo de sombra.
A conversação indigna é pasto às entidades viciosas.
A queixa é tradução de ociosidade.
O abuso é sempre inclinação da alma ou queda do sentimento no precipício.

Se você deseja, assim, auxiliar a materialização dos espíritos elevados, traga aos Mensageiros do Senhor a água viva da paz, a bênção da fraternidade, o tesouro do entendimento, o concurso da dedicação, o Dom da alegria, a beleza do otimismo, o calor da fé, a claridade da esperança, a luz da cooperação, a segurança da pontualidade, os eflúvios do carinho e, sobretudo, a fonte aberta da claridade que é o Amor Divino, compreendendo, auxiliando esclarecendo e levantando, em todas as ocasiões.

Sem esses títulos, o seu propósito de colaborar será, talvez curiosidade doentia ou improdutiva que não rende senão espinhos na lavoura do Pomicultor Celeste.

Lembre-se da finalidade antes do fenômeno, do chamamento do Alto acima das preocupações puramente terrestres.

A Obra de Jesus pede amor e colaboração, bondade e devotamento.

Se pudermos trazer ao Apostolado do Evangelho semelhantes bens, avancemos, confiantes e alegres para o trabalho em Cristo, mas, se nosso coração ainda está paralítico no velho catre da discórdia e do personalismo inferior, abstenhamo-nos de perturbar a movimentação dos semeadores do Infinito Bem, a fim de que não nos convertamos em pedras de tropeço na jornada de nossos irmãos para Deus.


pelo Espírito André Luiz - Do livro: Tarefa Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier