A Caminho da Luz

sábado, 2 de junho de 2012

PENSAMENTOS DE ANDRÉ LUIZ

PENSAMENTOS DE ANDRÉ LUIZ
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"Humildade sem subserviência.
Dignidade sem orgulho.
Devotamento sem apego.
Alegria sem excesso.
Liberdade sem licenciosidade.
Firmeza sem petulância.
Fé sem exclusivismo.
Raciocínio sem aspereza.
Sentimento sem pieguice.
Caridade sem presunção.
Cooperação sem exigência.
Respeito sem bajulice.
Valor sem ostentação.
Coragem sem temeridade.
Justiça sem intransigência.
Admiração sem inveja.
Otimismo sem ilusão.
Paz sem preguiça."

(André Luiz, livro 'Caminho Espírita')
 

  • "O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos." (Conduta Espírita, 10,
  • "A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana." (Conduta Espírita, 10,
  • "O Espiritismo não tem chefes humanos e nenhum dos seareiros do seu campo de multiformes atividades é imprescindível no cenário de suas realizações." (Conduta Espírita, 46,
 

PRÁTICAS ESTRANHAS
"Muitos companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia de práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisongeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.
No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão, contraditória de semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida.

Criaturas de todas as plagas do Universo são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar.

Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a determinado ponto do mundo. Contudo, somente os viajores irresponsáveis escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros, espinheiros e charcos, no dédalo de aventuras marginais, ao longo da estrada justa.
Indiscriminadamente, os produtos expostos num mercado são úteis. Mas sob a desculpa do acatamento que se deve a todos, não nos cabe comer de tudo, sem a mínima noção de higiene e sem qualquer consideração para com a própria saúde.
Águas de qualquer procedência liquidam a sede. No entanto, com a desculpa de todos são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto.
Sabemos que a legislação humana obtida à custa de sofrimento estabelece a segregação dos irmãos delinqüentes para o trabalho reeducativo; sustenta a polícia rodoviária para garantir a ordem da passagem correta; mantém fiscalização adequada para o devido asseio nos recursos destinados à alimentação pública e acria agentes de filtragem para que as fontes não se façam veículos de endemias e outras calamidades que arrasariam populações indefesas.
Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas Casas Doutrinárias, para que as suas atividades atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e enm rigorismo de espécie alguma, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal. a largar o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água potável por líquidos de salubridade suspeita.
Em Doutrina Espírita, pois, seja compreensível afirmar que é certo respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de nossos irmãos, onde quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo, a fim de podermos estar certos."
(ANDRÉ LUIZ, Opinião Espírita, 25, CEC)
 

EDUCAR-SE PARA EDUCAR
"A cultura avançada na Terra patrocina, invariavelmente, processos mais amplos para a defesa do corpo. Resguardos para as surpresas da temperatura. Imunidades à frente das moléstias contagiosas. Roupas adequadas para travessar as ondas rubras do incêndio. Escafandros destinados à imersão sem perigo nos segredos do mar. Entretanto, não existem à venda peles que abriguem a pessoa contra o frio do desencanto, vacinas que a isentem perante a devastação da calúnia, amianto que a preserve do fogo das paixões e nem aparelhos que a mantenham invulnerável sob os arrastamentos inferiores.
Há, porém, a cultura da alma que não se adquire nas universidades de alvenaria e que é possível obter na própria Terra, através das lições dos instrutores espirituais que se acham no educandário humano, em socorro da vida. É por isso que há escolas e escolas, professores da inteligência e professores do espírito. Todavia, as técnicas de instrução e adestramento possuem análogos mecanismos.

Se ninguém consegue envergar determinada veste por alguém e muito menos apropriar-se de recursos defensivos em substituição a outra pessoa, nos problemas do burilamento moral vige idêntico preceito. A Doutrina Espírita é o instituto universal de ensino e proteção, instalado por Allan Kardec, sob orientação do Mestre dos Mestres - Jesus Cristo. Nela encontramos todos os equipamentos e valores necessários à habilitação do espírito para a segurança e vitória no mundo e a favor do mundo que se eleva e melhora sempre, quando alguém se eleva e melhora... Para isso, no entanto, indispensável se disponha cada um a aceitar pacientemente as provas terráqueas por exercícios inevitáveis, aprendendo a amar e servir, compreender e construir, a fim de educar-se para educar."
(André Luiz, Sol Nas Almas, Cap. 46, Editora CEC) 

RELIGIÃO E VIDA
"Pompas religiosas herdadas de avoengos da Humanidade ainda hoje suscitam tristeza em múltiplos ambientes da fé.
Procura-se comumente o contato com as Forças Superiores da Vida, que operam em nome da Providência, com o verbo reprimido em posturas e maneiras previamente estudas, qual se as relações com Deus devessem obedecer às rígidas etiquetas das cortes antigas, em que os corações dos vassalos batiam muito longe dos reis.


Se os costumes sociais alcançaram atualmente feição nitidamente mais liberal nas civilizações de liderança, não acontece o mesmo em matéria de cultos.
Tomamos o serviço religioso como sendo clima exótico para se engavetar a alma no preparo da morte, como se mergulha carne em salmoura.
Decerto que não será lícito dispensar a dignidade e a decência das atividades do sentimento e do estudo, em torno da Espiritualidade Maior, mas é necessário exonerar a máscara em nosso intercâmbio com os planos sublimes.
Nesse sentido, é mais que justo recorrer ao exemplo do Mestre, em cujo tempo, cerimônias e rituais já haviam atingido culminâncias.
Jesus lê e ora nos cenáculos consagrados à prece, mas isso não o impede de tratar dos assuntos da alma sob o céu a pleno campo.


Em nenhum texto evangélico aparece notícia de artifícios ou meneios que houvesse ele usado para impressionar.
Prefere sempre mais o templo da natureza para os transbordamentos da alma que os santuários de pedra.


As orações que nos deixou são modelos de concisão e simplicidade sem a mínima idéia de solenidade ou dramatização.
E se hoje na Terra fala a ciência da possibilidade de chamar os recém-desencarnados à existência, atenuando-se o império da morte, Jesus foi o pioneiro de semelhante movimento, conferindo a vários mortos o retorno à vida, por mais tempo, demonstrando que nem sempre a desencarnação é fulminativa e que, por isso mesmo, na maioria dos casos, será possível reajustar o recém-desencarnado na casa orgânica, ainda usufruível, ponto essencial para compreendermos a necessidade de abolição dos ofícios fúnebres perfeitamente incompatíveis com o senso da perenidade da alma.


E ele mesmo, o Mestre, institui a base do cristianismo em sua própria sobrevivência, materializando-se à frente dos seguidores, para que a certeza da imortalidade dissipe para sempre a neblina da angústia ante a separação transitória.
A Doutrina Espírita entra no cenário do mundo, precisamente quando a investigação científica arreda para longe todos os resíduos das superstições humanas, a fim de mostrar que religião é sinônimo de vida eterna.
Holofote da verdade espanejando no horizonte avelhantadas teias de treva, para que o homem contemple adiante os objetivos dos próprios destinos, o Espiritismo vem quebrar as limitações menos dignas e romper os condicionamentos inferiores, à maneira de processo natural de evolução, destinado a libertar o espírito na Terra para estágios mais altos de ascensão e progresso, tais como aqueles que desfazem a casca do ovo e desintegram o envoltório da semente, para que a ave e a planta ganhem atividade e altura.


Reverenciamos nele o caminho da renovação pavimentado de esperança e alegria.


Doutrina Espírita é mensagem de Cristo, anunciando-nos que a felicidade de crer não está unicamente conjugada à responsabilidade de agir, mas também ao júbilo de criar, sentir, continuar e viver."


(André Luiz, Sol Nas Almas, cap. 22,

DIVINO AMIGO, VEM!

DIVINO AMIGO, VEM!
Emmanuel
(Psicografia de Francisco Cândido Xavier)
Senhor,
Tu que nos deste no Tempo
O sábio condutor de nossos destinos,
Faze-nos entender a bênção dos minutos,
A fim de não perdermos o tesouro dos séculos...
Porque o Tempo, Senhor,
Guardando-nos a alma
Nos braços das horas incessantes,
Embora nos amadureça o entendimento,
Não nos ergue da Terra
Ao encontro de Ti.

Por ele, temos a hora do berço
E a hora do túmulo,
A hora de semear
E a hora de colher,
A hora de rir
E a hora de chorar...

Com ele, temos a experiência
Da dor e da alegria,
Da ilusão e da realidade,
Do conforto e da angústia,
Que, em nos transformando o raciocínio,
Não nos alteram o coração.
É por isso, Senhor,
Que Te rogamos
Assistência e socorro ...

Ajuda-nos a cooperar com os dias,
Para que os dias colaborem conosco.
Ensina-nos a buscar
A hora de buscar-Te,
No respeito aos Teus desígnios,
No trabalho bem vivido,
No estudo de Tuas leis,
No serviço aos semelhantes,
Na contemplação de Tua grandeza
E na ação constante do bem.

Livra-nos da inércia,
Porque sem Tua bênção
A ronda dos milênios
É só repetição,
Prova e monotonia...
Divino Amigo, vem!...
E ampara-nos a senda
Porque, sem Ti, o Tempo,
Embora sendo luz
E embora sendo vida,
Sem que Te procuremos,
Deixar-nos-á clamando
Nos abismos da sombra,
Da aflição e da morte!...

PRECES POR AQUELE MESMO QUE ORA

PRECES POR AQUELE MESMO QUE ORA
Aos anjos guardiães e aos Espíritos protetores
11. PREFÁCIO. Todos temos, ligado a nós, desde o nosso nascimento, um Espírito bom, que nos tomou sob a sua proteção. Desempenha, junto de nós, a missão de um pai para com seu filho: a de nos conduzir pelo caminho do bem e do progresso, através das provações da vida. Sente-se feliz, quando correspondemos à sua solicitude; sofre, quando nos vê sucumbir.
Seu nome pouco importa, pois bem pode dar-se que não tenha nome conhecido na Terra. Invocamo-lo, então, como nosso anjo guardião, nosso bom gênio. Podemos mesmo invocá-lo sob o nome de qualquer Espírito superior, que mais viva e particular simpatia nos inspire.
Além do Anjo guardião, que é sempre um Espírito superior, temos Espíritos protetores que, embora menos elevados, não são menos bons e magnânimos. Contamo-los entre amigos, ou parentes, ou, até, entre pessoas que não conhecemos na existência atual. Eles nos assistem com seus conselhos e, não raro, intervindo nos atos da nossa vida. Espíritos simpáticos são os que se nos ligam por uma certa analogia de gostos e pendores. Podem ser bons ou maus, conforme a natureza das inclinações nossas que os atraiam.
Os Espíritos sedutores se esforçam por nos afastar das veredas do bem, sugerindo-nos maus pensamentos. Aproveitam-se de todas as nossas fraquezas, como de outras tantas portas abertas, que lhes facultam acesso à nossa alma. Alguns há que se nos aferram, como a uma presa, mas que se afastam, em se reconhecendo impotentes para lutar contra a nossa vontade.
Deus, em o nosso anjo guardião, nos deu um guia principal e superior e, nos Espíritos protetores e familiares, guias secundários. Fora erro, porém, acreditarmos que forçosamente, temos um mau gênio ao nosso lado, para contrabalançar as boas influências que sobre nós se exerçam. Os maus Espíritos acorrem voluntariamente, desde que achem meio de assumir predomínio sobre nós, ou pela nossa fraqueza, ou pela negligência que ponhamos em seguir as inspirações dos bons Espíritos. Somos nós, portanto, que os atraímos. Resulta desse fato que jamais nos encontramos privados da assistência dos bons Espíritos e que de nós depende o afastamento dos maus. Sendo, por suas imperfeições, a causa primária das misérias que o afligem, o homem é, as mais das vezes, o seu próprio mau gênio. (Cap. V, nº 4.)
A prece aos anjos guardiães e aos Espíritos protetores deve ter por objeto solicitar-lhes a intercessão junto de Deus, pedir-lhes a força de resistir às más sugestões e que nos assistam nas contingências da vida.
12. Prece. - Espíritos esclarecidos e benevolentes, mensageiros de Deus, que tendes por missão assistir os homens e conduzi-los pelo bom caminho, sustentai-me nas provas desta vida; dai-me a força de suportá-la sem queixumes; livrai-me dos maus pensamentos e fazei que eu não dê entrada a nenhum mau Espírito que queira induzir-me ao mal. Esclarecei a minha consciência com relação aos meus defeitos e tirai-me de sobre os olhos o véu do orgulho, capaz de impedir que eu os perceba e os confesse a mim mesmo.
A ti sobretudo, N..., meu anjo guardião, que mais particularmente velas por mim, e a todos vós, Espíritos protetores, que por mim vos interessais, peço fazerdes que me torne digno da vossa proteção. Conheceis as minhas necessidades; sejam elas atendidas, segundo a vontade de Deus.


13. (Outra) - Meu Deus, permite que os bons Espíritos que me cercam venham em meu auxílio, quando me achar em sofrimento, e que me sustentem se desfalecer. Faze, Senhor, que eles me incutam fé, esperança e caridade; que sejam para mim um amparo, uma inspiração e um testemunho da tua misericórdia. Faze, enfim, que neles encontre eu a força que me falta nas provas da vida e, para resistir às inspirações do mal, a fé que salva e o amor que consola.


14. (Outra) - Espíritos bem-amados, anjos guardiães que, com a permissão de Deus, pela sua infinita misericórdia, velais sobre os homens, sede nossos protetores nas provas da vida terrena. Dai-nos força, coragem e resignação; inspirai-nos tudo o que é bom, detende-nos no declive do mal; que a vossa bondosa influência nos penetre a alma; fazei sintamos que um amigo devotado está ao nosso lado, que vê os nossos sofrimentos e partilha das nossas alegrias. E tu, meu bom anjo, não me abandones. Necessito de toda a tua proteção, para suportar com fé e amor as provas que praza a Deus enviar-me.

Para afastar os maus Espíritos
15. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que limpais por fora o copo e o prato e estais, por dentro, cheios de rapinas e impurezas. - Fariseus cegos, limpai primeiramente o interior do copo e do prato, a fim de que também o exterior fique limpo. - Ai  de vós, escribas e fariseus hipócritas, que vos assemelhais a sepulcros branqueados, que por fora parecem belos aos olhos dos homens, mas que, por dentro, estão cheios de toda espécie de podridões. - Assim, pelo exterior, pareceis justos aos olhos dos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidades. (S. MATEUS, cap. XXIII, vv. 25 a 28.)
16. PREFÁCIO. Os maus Espíritos somente procuram os lugares onde encontrem possibilidades de dar expansão à sua perversidade. Para os afastar, não basta pedir-lhes, nem mesmo ordenar-lhes que se vão; é preciso que o homem elimine de si o que os atrai. Os Espíritos maus farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo.
Assim como se limpa o corpo, para evitar a bicheira, também se deve limpar de suas impurezas a alma, para evitar os maus Espíritos. Vivendo num mundo onde estes pululam, nem sempre as boas qualidades do coração nos põem a salvo de suas tentativas; dão, entretanto, forças para que lhes resistamos.
17. Prece. - Em nome de Deus Todo-Poderoso, afastem-se de mim os maus Espíritos, servindo-me os bons de antemural contra eles.
>Espíritos malfazejos, que inspirais maus pensamentos aos homens; Espíritos velhacos e mentirosos, que os enganais; Espíritos zombeteiros, que vos divertis com a credulidade deles, eu vos repilo com todas as forças de minha alma e fecho os ouvidos às vossas sugestões; mas, imploro para vós a misericórdia de Deus.
Bons Espíritos que vos dignais de assistir-me, dai-me a força de resistir à influência dos Espíritos maus e as luzes de que necessito para não ser vítima de suas tramas. Preservai-me
do orgulho e da presunção; isentai o meu coração do ciúme, do ódio, da malevolência, de todo sentimento contrário à caridade, que são outras tantas portas abertas ao Espírito do mal.
Para pedir um conselho
24. PREFÁCIO. Quando estamos indecisos sobre o fazer ou não fazer uma coisa, devemos antes de tudo propor-nos a nós mesmos as questões seguintes:
1ª - Aquilo que eu hesito em fazer pode acarretar qualquer prejuízo a outrem?
2ª - Pode ser proveitoso a alguém?
3ª - Se agissem assim comigo, ficaria eu satisfeito?
Se o que pensamos fazer, somente a nós nos interessa, licito nos é pesar as vantagens e os inconvenientes pessoais que nos possam advir.
Se interessa a outrem e se, resultando em bem para um, redundará em mal para outro, cumpre, igualmente, pesemos a soma de bem ou de mal que Se produzirá, para nos decidirmos a agir, ou a abster-nos.
Enfim, mesmo em se tratando das melhores coisas, importa ainda consideremos a oportunidade e as circunstâncias concomitantes, porquanto uma coisa boa, em si mesma, pode dar maus resultados em mãos inábeis, se não for conduzida com prudência e circunspecção. Antes de empreendê-la, convém consultemos as nossas forças e meios de execução.
Em todos os casos, sempre podemos solicitar a assistência dos nossos Espíritos protetores, lembrados desta sábia advertência: Na dúvida, abstém-te. (Cap. XXVIII, nº 38.)
25. Prece. Em nome de Deus Todo-Poderoso, inspirai-me, bons Espíritos que me protegeis, a melhor resolução a ser tomada na incerteza em que me encontro. Encaminhai meu pensamento para o bem e livrai-me da influência dos que tentarem transviar-me.



Nas aflições da vida
26. PREFÁCIO. Podemos pedir a Deus favores terrenos e Ele no-los pode conceder, quando tenham um fim útil e sério. Mas, como a utilidade das coisas sempre a julgamos do nosso ponto de vista e como as nossas vistas se circunscrevem ao presente, nem sempre vemos o lado mau do que desejamos, Deus, que vê muito melhor do que nós e que só o nosso bem quer, pode recusar o que pecamos, como um pai nega ao filho o que lhe seja prejudicial. Se não nos é concedido o que pedimos, não devemos por isso entregar-nos ao desânimo; devemos pensar, ao contrário, que a privação do que desejamos nos é imposta como prova, ou como expiação, e que a nossa recompensa será proporcionada à resignação com que a houvermos suportado. (Cap. XXVII, nº 6; cap. II, nº 5 a nº 7.

27. Prece. - Deus Onipotente, que vês as nossas misérias, digna-te de escutar, benevolente, a súplica que neste momento te dirijo. Se é desarrazoado o meu pedido, perdoa-me; se é justo e conveniente segundo as tuas vistas, que os bons Espíritos, executores das tuas vontades, venham em meu auxílio para que ele seja satisfeito.
Como quer que seja, meu Deus, faça-se a tua vontade. Se os meus desejos não forem atendidos, é que está nos teus desígnios experimentar-me e eu me submeto sem me queixar.
Faze que por isso nenhum desânimo me assalte e que nem a minha fé nem a minha resignação sofram qualquer abalo. (Formular o pedido.)


Pelas pessoas a quem tivemos afeição

62. PREFÁCIO. Que horrenda é a idéia do Nada! Quão de lastimar são os que acreditam que no vácuo se perde, sem encontrar eco que lhe responda, a voz do amigo que chora o seu amigo! Jamais conheceram as puras e santas afeiçoes os que pensam que todo morre com o corpo; que o gênio, que com a sua vasta inteligência iluminou o mundo; é uma combinação de matéria, que, qual sopro, se extingue para sempre; que do mais querido ente, de um pai, de uma mãe, ou de um filho adorado não restará senão um pouco de pó que o vento irremediavelmente dispersará.
Como pode um homem de coração conservar-se frio a essa idéia? Como não o gela de terror a idéia de um aniquilamento absoluto e não lhe faz, ao menos, desejar que não seja assim? Se até hoje não lhe foi suficiente a razão para afastar de seu espírito quaisquer dúvidas, aí está o Espiritismo a dissipar toda incerteza com relação ao futuro, por meio das provas materiais que dá da sobrevivência da alma e da existência dos seres de além-túmulo.
Tanto assim é que por toda a parte essas provas são acolhidas com júbilo; a confiança renasce, pois que o homem doravante sabe que a vida terrestre é apenas uma breve passagem conducente a melhor vida; que seus trabalhos neste mundo não lhe ficam perdidos e que as mais santas afeições não se despedaçam sem mais esperanças. (Cap. IV, n° 18; Cap. V, n°21.)

63. Prece. - Digna-te, ó meu Deus, de acolher, benévolo, a prece que te dirijo pelo Espírito N... Faze-lhe entrever as claridades divinas e torna-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permite que os bons Espíritos lhe levem as minhas palavras e o meu pensamento.
Tu, que tão caro me eras neste mundo, escuta a minha voz, que te chama para te oferecer novo penhor da minha afeição. Permitiu Deus que te libertasses antes de mim e eu disso me não poderia queixar sem egoísmo, porquanto fora querer-te sujeito ainda às penas e sofrimentos da vida. Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste.
Sei que é apenas temporária a nossa separação e que, por mais longa que me possa parecer, a sua duração nada é em face da ditosa eternidade que Deus promete aos seus escolhidos. Que a sua bondade me preserve de fazer o que quer que retarde esse desejado instante e me poupe assim à dor de te não encontrar, ao sair do meu cativeiro terreno.
Oh! quão doce e consoladora é a certeza de que não há entre nós mais do que um véu material que te oculta às minhas vistas! de que podes estar aqui, ao meu lado, a me ver e ouvir como outrora, senão ainda melhor do que outrora; de que não me esqueces, do mesmo modo que eu te não esqueço; de que os nossos pensamentos constantemente se entrecruzam e que o teu sempre me acompanha e ampara.
Que a paz do Senhor seja contigo

PRECE DE CÁRITAS
Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, daí a força àqueles que passam pela provação, daí a luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a  compaixão e a caridade.
Deus! Daí ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o  repouso.
Pai! Daí ao culpado o arrependimento, ao Espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor! Que vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.
Piedade, Senhor, para aqueles que vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.
Que a vossa bondade permita aos Espíritos consoladores  espalharem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
Um só coração, um só pensamento subirá até vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços abertos, oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte merecer a vossa misericórdia.
Deus! Daí-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos  até vós; daí-nos a caridade pura, daí-nos a fé e a razão; daí-nos a simplicidade que fará das nossas almas o  espelho onde se refletirá a Vossa Imagem.  

NOTAS:

(1) Orações extraídas do livro "Evangelho segundo o Espiritismo",

 

 (2) Números que precedem as orações são os mesmos contidos no livro acima. 

(3) Prece de Cáritas, extraída do livro "Preces", .
(4)Nota da Editora à 28.ª edição, em 1973: “Esta prece foi extraída da obra francesa   “Rayonnements de Ia Vie Spirituelle”, psicografada pela médium Mme. W. Krell, publicada em Bordéus, em 1873, contendo mensagens de Musset, Lamartine, E. Pöe, Espírito de Verdade, Hahnemann, Éraste, Mélanchthon e outros, inclusive trabalhos diversos do mesmo Espírito Carita (Cáritas).
No quarto parágrafo do original francês há uma palavra que foi necessariamente suprimida mais tarde — aujourd’hui (hoje) —, por se tratar de alusão direta ao dia de Natal, no qual foi a prece ditada.
Eis o parágrafo aludido: “Piété, mon Dieu, pour celui qui ne vous connaît pas, espoir pour celui qui souffre! Que votre bonté permette aujourd’hui aux esprits consolateurs de répandre partout Ia paix, l’espérance et la foi!” Para outros detalhes, vide “Reformador” de 1972, páginas 37/8.

A lealdade ignorada

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A lealdade ignorada

Uma das mais belas qualidades humanas é a lealdade. Quanta grandeza em saber reconhecer um benefício com gestos de fidelidade.

Mas não é isso o que vemos sempre pelo Mundo. Muito pelo contrário.

O mais freqüente é encontrarmos por toda parte o desamor como pagamento àqueles que estendem a mão em auxílio ao próximo.

Quantas vezes vemos amizades e famílias desfeitas, boas lembranças esquecidas. Tudo em nome da deslealdade, que nada mais é do que uma forma de ingratidão.

Assim, vale a pena refletirmos sobre a natureza do que é desleal. Quem agiria assim? Quem seria capaz de pagar um benefício com uma traição? E por que razão faria isso?

Vamos responder por partes. Desleal costuma ser a maior parte da Humanidade em algum momento da vida.

Dificílimo é encontrar alguém que sempre age corretamente, que pauta seus atos pela extrema correção, em todas as ocasiões.

Por outro lado, as razões que levam à deslealdade são sempre baseadas no egoísmo. O egoísta não se preocupa com o bem-estar do outro. Para ele, seus interesses vêm em primeiro lugar.

Por isso, o egoísta não se envergonha em atraiçoar aquele que lhe estendeu mão amiga. Movido por interesses financeiros, por orgulho ou vaidade, não hesita em dar as costas para um amigo ou um ser querido.

E o que é alvo de um gesto de deslealdade - o que deve fazer?

Antes de tudo cabe não julgar. O desleal é alguém doente. Não um doente do corpo, mas um doente da alma, a quem nos cabe perdoar.

Perdoar? Sim, perdoar. Costumamos afastar de nosso dia-a-dia a prática do perdão.

Falamos tanto em perdão e enaltecemos seu valor na hora da provação.

Mas, basta que alguém nos fira, para imediatamente esquecermos tudo o que costumamos falar sobre a necessidade de perdoar o próximo. É uma conveniência.

Assim, diante da deslealdade, recordemos Jesus, que nos ensina a não resistir ao mal.

É o Cristo que nos convida a pagar o mal com o bem, a oferecer a outra face, a perdoar constantemente.

O valor do perdão é maior quanto mais grave é a deslealdade. Quando o desleal é uma alma querida, a quem sempre oferecemos o melhor em termos de amizade.

Uma fórmula preciosa para esses instantes é recorrer à prece. A oração balsamiza a alma, acalma o coração, ilumina os dias.

Se o coração do que é agredido está sereno, ele está liberto.

E o outro? Ah, a questão não é mais entre um e outro. A questão é entre Deus e cada um de nós. O outro? A questão é entre ele e Deus.

De nossa parte, devemos nos preocupar única e exclusivamente com a nossa consciência perante as Leis Divinas. Se estamos em paz, tudo está bem.

Isto, acredite, é também um exercício de desapego. Não contabilizar benefícios faz parte da essência da verdadeira caridade.

Se fizermos um bem a alguém, devemos fazê-lo por amor a Deus, pelo prazer de ser bom, pela alegria de ver os outros felizes.

Fazer o bem simplesmente, sem esperar recompensa, sem aguardar retribuição.

Foi isso o que Jesus nos ensinou. Pense nisso!


Sombra e Luz -

Sombra e Luz -

COMEÇAR DE NOVO

COMEÇAR DE NOVO

Erros passados, tristezas contraídas, lagrimas choradas, desajustes crônicos!...
As vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se
mostram cerradas a necessária renovação!...
Esqueces-te, porem, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se
refaça cada amanha.
Começar de novo e o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante
solar.
Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a
corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais solidas, e
torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forcas novas.
O fracasso visitou-nos em algum tenta-me de elevação, mas isso não e motivo
para desgosto e autopiedade, porquanto, frequentemente, o malogro de nossos anseios
significa ordem do Alto para mudança de rumo, e começar de novo e o caminha para o
êxito desejado.
Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão;
no entanto, e perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da
simpatia, oferecendo bondade e compreensão aqueles que nos cercam.
Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo,
por isso, que venhamos a cair em desanimo.
O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades
autenticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as
provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver.
Desfaçamos de pensamentos amargos, das cargas de angustia, dos
ressentimentos que nos alcancem e das magoas requentadas no peito! Descerremos as
janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa intima.
Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de
aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções.
Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e
tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e
reassumi-las, mas nunca tarde demais.
(Obra: Alma e Coração - Chico Xavier / Emmanuel)

Palestra Justiça da Reencarnação - Raul Teixeira

Por que sofremos? - Palestra de Raul Teixeira

QUEM SIGA

QUEM SIGA

Há crentes que não se podem esquivar aos mecanismos do culto exterior.

Sentem falta da genuflexão, reclamam prédicas incessantes.

Outros preferem comentar levianamente as atividades da fé religiosa, em todos os momentos e situações, barateando as coisas Divinas.

Quase sempre declaram que isso lhes constitui a luz sagrada, entretanto, logo sobrevenham golpes inesperados na estrada comum, precipitam-se em sofrimentos sombrios, em resvaladouros escuros, em abismos sem esperança.

Sentem-se abandonados e oprimidos.

Chegados a esse ponto, demonstram a verdadeira expressão da insuficiência interna.

Muitos se tornam relaxados nas obrigações espirituais; afirmam-se desprotegidos de Jesus, esquecidos do Pai.
É que não ouviram a Revelação Divina, como necessário.

O Mestre não promete iluminação de caminhos aos que falem muito somente.

Assina, porém, verdadeiro compromisso de assistência contínua aos aprendizes que
O sigam.

E é interessante salientar que Jesus não se refere a lâmpadas materiais que firam os olhos orgânicos.

Promete a Luz da Vida.

Quem de fato, se disponha a segui-Lo, não encontrará tempo a gastar com exames detalhados de nuvens negras, porque sentirá Claridades Eternas dentro de si próprios.
Quando faças o costumeiro balanço da fé religiosa, não te esqueças da útil observação, se estás falando apenas de Cristo ou se estás a seguir-Lhe os caminhos.
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Emmanuel
Chico Xavier

Escala de Valores do Espírita

Escala de Valores do Espírita


O homem comum construiu para si, através dos séculos, uma escala de valores voltada para as coisas efêmeras. De acordo com ela, o homem vale pelo que tem e a sua importância é proporcional aos bens materiais que possui; e, em segundo lugar, aos títulos transitórios que ostenta. É a supervalorização dos bens materiais em detrimento das coisas espirituais.

O espírita, entretanto, tem uma concepção completamente diferente da vida. Compreende que a Terra nada mais é que uma escola abençoada, onde temos a oportunidade de realizar a nossa evolução. Entende que a verdadeira vida é a espiritual. Tem plena consciência de que os bens materiais são meios e não fim.

Por isso mesmo, a escala de valores do verdadeiro espírita será exatamente a inversa da tradicional.

Tudo o que ele faz visa primeiro à melhoria do Espírito imortal. Todos os seus atos são voltados para a conquista de bens eternos.

Por conseguinte, não se concebe um espiritista autêntico afastado do campo de trabalho da seara doutrinária em virtude de ocupações de outra ordem. Não há dúvida de que isto poderá acontecer, mas em situações transitórias.

Evidentemente não estamos preconizando o desprezo dos bens materiais, mas sim o desapego a eles, a sua utilização apenas como um dos meios de se chegar à espiritualização.

Dois ensinamentos de Jesus nos levam a compreender esta posição: um, o que nos aconselha a "acumular tesouros no Céu"; e, outro, o que nos ensina a "procurar primeiramente o Reino de Deus e a sua Justiça", pois que todas as outras coisas nos seriam dadas por acréscimo.

Basta refletirmos maduramente nestas palavras, para adorarmos um comportamento diametralmente oposto ao do homem comum, atribuindo às coisas materiais o valor relativo, que realmente têm, e às espirituais os valores reais, que efetivamente possuem.

Senhor e Mestre!

Senhor e Mestre!

Jesus!

Ante o Espiritismo que nos confiaste por teu Evangelho Redivivo, fortalece-nos o coração para que te sejamos leais à confiança.

Na defesa da luz contra o assalto das trevas, não permita que a presunção nos tome o lugar da certeza nas verdades que nos legaste, e nem deixes que a névoa da acomodação destrutiva nos entorpeça o ânimo no pressuposto de guardar o espírito na falsa tranqüilidade das aparências...

Chamados à confissão de nossa fé, livra-nos, Senhor, dos delitos da intolerância, contudo, clareia-nos o raciocínio para que te expliquemos as boas-novas sem os prejuízos da superstição e sem as teias da ignorância...

Nas horas difíceis da verdade, afasta-nos da violência e da paixão menos digna, no entanto, sustenta-nos a sinceridade para que pronunciemos a palavra equilibrada e certa, sem a hipocrisia do silêncio culposo...

Impelidos à luta do bem que vence o mal, suprime-nos a cegueira das conveniências e interesses particulares para que o orgulho não nos tisne as decisões, todavia, esclarece-nos a alma a fim de que preguiça e deserção não nos ocupem a existência por suposta humildade...

Senhor, eis-nos à frente da Doutrina Espírita na condição de teus servos, responsáveis pela obra divina de nossa própria libertação espiritual...

Guia-nos no trabalho, ilumina-nos o entendimento, neutraliza as imperfeições que trazemos ainda e faze-nos fiéis a Ti, hoje e sempre.

Assim seja!
ANDRÉ LUIZ
(Do livro "Sol nas Almas", F.C.X., CEC

UMA MENSAGEN PARA VOCE,,,,,,




Sempre é forçoso muito cuidado no trato com os problemas afetivos dos outros, porque muitas vezes os outros, nem de leve, pensam naquilo que possamos pensar.
Os Espíritos adultos sabem que, por enquanto, na Terra, ninguém pode, em sã consciência, traçar a fronteira entre normalidade e anormalidade, nas questões afetivas de sentido profundo.
Os pregadores de moral rigorista, em assuntos de amor, raramente não caem nas situações que condenam.
Toda pessoa que lesa outra, nos compromissos do coração, está fatalmente lesando a si própria.
Respeite as ligações e as separações, entre as pessoas do seu mundo particular, sem estranheza ou censura, de vez que você não lhes conhece as razões e processos de origem.
As suas necessidades de alma, na essência, são muito diversas das necessidades alheias.
No que tange a sofrimentos do amor, só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória.
Jamais brinque com os sentimentos do próximo.
Não assuma deveres afetivos que você não possa ou não queira sustentar.
Amor, em sua existência, será aquilo que você fizer dele.
Você receberá, de retorno, tudo o que der aos outros, segundo a lei que nos rege os destinos.
Ante os erros do amor, se você nunca errou por emoção, imaginação, intenção ou ação, atire a primeira pedra, conforme recomenda Jesus.
(André Luiz, mensagem "Em Matéria Afetiva")
(Livro "Sinal Verde", Francisco Cândido Xavier)







sexta-feira, 1 de junho de 2012

Divaldo Franco Crianças Índigo e cristais (completo)

Não se deixe ferir







Não se deixe ferir

Jesus venceu o mundo e acabou o poder dele de te ferir portanto não permita e nem aceite que as pessoas venham te ferir.
Muitas vezes a gente deixa ou seja permitimos que os outros nos firam, tem um dito popular ou clichê que diz assim “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional” e o pior de tudo, muitas vezes escolhemos sofrer.
Enquanto estivermos vivos sempre haverá alguém a postos com intuito de ferir-nos, afinal o tesouro do cristão não está nesse mundo mas ao lado de Deus, por isso devemos levar em consideração que tribulações são necessárias para nos lapidar, assim como um joalheiro para lapidar uma valiosa pedra ele precisa atritar essa pedra e tem todo um processo - o mesmo ocorre conosco essas tribulações são apenas as lapidações que Deus está fazendo em nós para que possamos nos tornar valorosos e eternos, por isso devemos levar em consideração que tribulações sempre existiram mas não podemos nos prender a essas tribulações, não podemos deixar que essas tribulações nos firam e o pior, que elas nos machuquem.
Olhe para si todos os dias e veja quão valoroso você é para Deus, talvez as pessoas não te dão o teu devido valor porque aos olhos dela você é uma pedra bruta, uma pedra sem atração, uma pedra opaca mas para Deus nós somos como diamantes, valorosos, límpidos, resistentes e eternos.
Olhe para si com o olhar de Deus e nunca com o olhar humano, perceba que você é como um diamante pois é assim que Deus te ver e nunca se deixe abater, nunca olhe para si com o olhar humano achando que és uma pedra bruta, pois para cada pedra e ate mesmo para cada rocha há sempre um talentoso joalheiro pronto para fazer uma bela lapidação e transformar essa pedra bruta em uma valorosa e bela joia, basta permitir que Deus nosso joalheiro trabalhe em nós. Por meio das tribulações iremos nos tornar pessoas melhores mas não se deixe magoar por ações ou palavras de outrem, pois não serão eles que irão te transformar em uma pedra valorosa mas apenas Deus.

x

Diamante Bruto Diamante Lapidado

Qual você quer ser?


Lembre sempre que, quando estiver em meio de uma tribulação não se permita entristecer pois Deus está te lapidando.

Campos Vibratórios

Campos Vibratórios



    Somos o que pensamos e sentimos. Essa é a grande verdade que deve entranhar em nosso ser e nos impulsionar à tão necessária reforma íntima.
    Nossa aparência corpórea não reflete, muitas das vezes, nossa aparência verdadeira. O pensamento é energia, nossas emoções criam energias, essa é uma verdade que aceitemos ou não norteia nossas vidas, no presente e no futuro, pois diuturnamente criamos nosso porvir.
    Toda energia gerada por nossos sentimentos e pensamentos se aglutina em torno de nós, criando um "campo vibratório" que é visto por quem possui a sensibilidade da clarividência e pelos espíritos desencarnados, mas é "sentido" por todos os seres, em maior ou menor grau. André Luiz, no livro Libertação, psicografado por Chico Xavier, nos ensina:

“Somos, cada qual de nós, um ímã de elevada potência ou um centro de vida inteligente, atraindo forças que se harmonizam com as nossas e delas constituindo nosso domicílio espiritual. A criatura, encarnada ou desencarnada, onde estiver, respira entre os raios de vida superior ou inferior que emite, ao redor dos próprios passos, tal qual a aranha que se confunde nos fios escuros que produz ou da andorinha que corta os altos céus com as próprias asas.Todos nós exteriorizamos energias, com as quais nos revestimos, e que nos definem muito mais que as palavras.”

       No programa “Alimento para a Alma” apresentado por André Luiz Ruiz e disponível para download gratuito no site  Mensaje Fraternal o apresentador e médium espírita nos brinda com a imagem de vários tipos de campo vibratório: A primeira nos apresenta as diversas camadas do campo vibratório:
                 Essa a imagem do campo vibratório de um ser humano comum:
  Observem como se modifica o campo vibratório quando alguém é possuído por um súbito acesso de cólera:

 Quando o ser humano consegue atingir o patamar da devoção, ou seja, começa a caminhar firmemente para sua reforma íntima, assim fica seu campo vibratório:                            
A aparência real de um ser possuído pelo sentimento da avareza:
   No momento  em que nos impulsiona a devoção, como por exemplo quando estamos agindo com amor incondicional, em prece ou meditando, assim fica nosso campo vibratório:           
                   
                            Finalmente essa é a aparência de um ser espiritualizado:
          Que aparência eu e você queremos ter? Contemple os quadors acima, veja se não vale a pena empreender o árduo caminho para a reforma de seus sentimentos, seus pensamentos, sua realidade interior.
       Mister se faz, portanto, que vigiemos e oremos, conforme nos ensina nosso Mestre Jesus, vigiemos nossos pensamentos, nossas palavras, nossos atos. Somente através de muito esforço poderemos alcançar nossa melhoria espiritual, as ferramentas estão ao nosso alcance: a prece, a meditação, a vigilância, a prática da caridade.
       Como nos ensina nosso amigo espiritual Diógenes, na mensagem Diamantes, somos todos diamantes escondidos dentro do carvão do orgulho, do egoísmo, da vaidade. Cabe somente a nós essa lapidação, aproveitando os ensinamentos da irmã dor, mas sobretudo vivenciando o Amor, para fazermos,  enfim, brilhar a nossa luz, como é da vontade do Criador e de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Paz e Luz,
Laura.

Espiritismo meloso, jogado ao vento

Eu particularmente não gosto muito desse modo meloso de se falar do Espiritismo, sempre relacionado ao amor e à caridade, mas de uma forma um tanto jogada ao vento, dita por dizer. "Temos que amar, Temos que perdoar, Temos que aceitar".


Temo esse "temos que", quando é dito sem coração, somente por palavras. Me preocupa demais essa forma de "pregação" espírita, este desejo de "conversão moral", ou ainda essas "conveniências particulares" de uns ou outros que se arriscam a querer domar o ser humano, sem olhar ao ser humano.


Não há muita preocupação com o próximo, mas sim em expor ideias e algumas verdades absolutas, que nada mais são do que achismo pessoal ou sistemas particulares de gente sem noção.


Um Espiritismo mais limpo, livre destas pretensões, explicado com base em Allan Kardec e com argumentações mais concretas, menos utópicas e fantasiosas, sem dúvidas, convenceria mais pessoas, pela simples não-intenção de convencer.


A falta de estudos e este desejo constante de aliar Espiritismo e Religião é o que tem promovido esta desconfiguração doutrinária e salientado a hipocrisia e uma forma muito mal-feita de apresentar o Espiritismo.


Julga-se mais do que se ajuda. Há mais interesse em salientar defeitos do que em apresentar soluções e quando se tenta isso, muitas vezes são soluções quase inatingíveis, fora da realidade da maioria; mais desejo de palpitar na vida alheia, do que o de arregaçar as mangas e fazer algo.


"Se você fizer isso, vai para o Umbral", "Isso é obsessão" - é nisso o que se resume boa parte das pregações espíritas atuais. Trouxemos o inferno e seus diabos de outras doutrinas para o Espiritismo, mudamos o nome e boa, ficou por isso mesmo.


Isso deverá mudar um dia, com certeza, mas se nós ajudarmos, essa mudança poderá vir antes. Os que afirmam que tudo tem um tempo certo de acontecer são muitas vezes preguiçosos que tem o hábito de deixar as coisas rolarem ou egoístas que não querem se envolver com esse tipo de problema. Realmente, as coisas acontecem muitas vezes no momento certo, mas muitos destes momentos são gerenciados pelo próprio ser-humano.


Quem sabe faz a hora, não espera acontecer, diz o poeta.


LEI DIVINA

LEI DIVINA
Alma querida, à vezes, no caminho,
Indagas a chorar, de coração sozinho,
Como atingir, por fim, o Lar Celeste,
Pelas ásperas sendas do dever...
Também eu mesma isso interroguei à vida
Em caminhada longa e indefinida,
E hoje posso afirmar-te,
De alma fortalecida,
Que a vida me informou, em toda parte:
- Se quiseres vencer
Eleva-te, louvando as pedras da subida,
Procurando servir, ajudar e esquecer.
Por isso, perguntei ao coração da rosa
Como agüentar, tão linda e cetinosa,
Os espinhos cruéis que vira nascer
E a rosa me explicou que Deus a estruturara
Num misto de perfume, brilho e cores
Para mostrar que as dores,
Quando bem suportadas,
São lâminas e pontas aguçadas,
Lembrando espinhos produzindo flores;
E, portanto, devia,
Desabrochar e agradecer,
Deixar-se decepar, entregar-se e esquecer...
Fui ao campo e indaguei de uma enorme pedreira
Como tolera sem que grite
Assaltos de martelo e dinamite
Sem jamais se ofender...
Ela disse que a fim de oferecer aos homens
Moradia segura, forte e alegre,
É indispensável que se desintegre,
E, por esta razão, lhe compete saber
Aceitar o progresso, ajudar e esquecer.
Fui consultar os rios, fui às fontes
E perguntei por que motivo,
Sendo as águas sustento do homem vivo,
Tão somente no chão poderiam correr...
E todos responderam com bondade
Que a missão do auxílio ao mundo todo,
Precisam abraçar o anonimato e o lodo,
Aceitando viver, em baixo nível
Para estender na Terra o conforto possível,
Cabendo-lhes, assim, compreender,
Perdoar e servir, ajudar e esquecer...
Desse modo, igualmente, alma fraterna e boa,
Por mais que o mal nos fira e a provação nos doa,
Qual se um punhal de fel nos arrasasse o ser,
Não te percas do amor, na aflição que te invade...
À lei divina da felicidade
Será sempre servir, amparar e esquecer.
pelo Espírito Maria Dolores - Do livro: Tempo de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.

FAZER PARA SER

FAZER PARA SER





Acordaste para as realidades da Vida Imperecível e, provavelmente, anseias partilhar as iniciativas que se relacionam com as grandes realizações.
*
E porque não possa isso se te oferecer, de imediato, recolhes-te, habitualmente à omissão, marginalizando os melhores ideais.
*
Entretanto, vale refletir no valor do tempo e na importância da iniciação, tocando mãos à obra.
*
Nem sempre disporás de assembleias atenciosas ou de palavra experiente a fim de veicular os princípios que abraças, no entanto, sempre possuis no recinto doméstico ou no grupo de trabalho alguns corações para os quais a tua compreensão estimulante e consoladora se te fará uma bênção.
*
Não obterás a fundação instantânea de um hospital a que se abriguem numerosos enfermos, mas, sem dificuldade, consegues ser a visita reconfortante para algum doente esquecido.
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Não instituirás de improviso o apostolado da tristeza, promovendo círculos de ação curativa, contudo, é provável contes com alguém no campo afetivo, em dificuldades da alma, pedindo-te tolerância e paciência para que se lhe recuperem a segurança e o equilíbrio.
*
Não estabelecerás de repente esta ou aquela obra assistencial com que alivies o sofrimento de quantos te procuram em condições de necessidade, todavia, nada te impede de repartir o próprio pão com aqueles que esmorecem na carência de recursos materiais.
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Lembra-te da semente que se conforma com o próprio esforço no tempo e se transforma na árvore carregada de frutos; da fonte que exemplifica humildade e se transfigura na represa de força; no fio simples que se esquece em disciplina para servir e se converte em mensageiro de luz.
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Para que te incorpores à construção do bem de todos, estuda e raciocina, de vez que não avançarás sem discernimento, mas não te confies à expectação inoperante suscetível de arrojar-te à inutilidade.
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Fazer o melhor ao nosso alcance, a fim de sermos capazes de realizar o melhor em favor dos outros.
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No levantamento do Reino de Deus, a começar de nós próprios, o Senhor não nos pede o impossível, mas é natural espere de nós o melhor que possamos fazer.
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Emmanuel
Chico Xavier