A Caminho da Luz

domingo, 4 de março de 2012

Correlações entre o Espiritismo e a Doutrina Secreta

Correlações entre o Espiritismo e a Doutrina Secreta

    Lemos em "O Livro dos Espíritos" na pergunta 628, os Espíritos Superiores nos recomendarem que não desprezássemos os textos antigos de todas as religiões e tradições, porque neles estão contidos grandes verdades; que ainda que misturadas com crendices e superstições, são muito fáceis de coordenar com a chave que nos dá o Espiritismo: A Fé Raciocinada!
     Conhecedores da Doutrina Espírita, desarmados de prevenções e preconceitos, descobriremos nas tradições de todos os povos, nos textos de todas as grandes religiões, os princípios que a Doutrina Espírita vem clarear e outros que os Espíritos ainda estão por divulgar.
     A Doutrina Espírita é uma revelação progressiva, à medida que podemos "suportar", novas realidades são desveladas aos nossos olhos maravilhados. Mas muitos de nós guardamos o espírito conservador e nos julgando defensores da "verdade", nos arvoramos em zeladores da Doutrina Espírita e vamos censurando, tolhendo as novas revelações!
     Assistimos nos dias de terceiro milênio, a uma nova inquisição, onde os médiuns que são intermediários de novos informes, são taxados de loucos e obsediados, são queimados nas novas fogueiras da intolerãncia! As fogueiras de Barcelona hoje proliferam no Movimento Espírita e Kardec já afirmava: "Proibir um livro é mostrar-se que o teme."
     Devemos nos lembrar que quando André Luiz nos trouxe "Nosso Lar", muitos estranharam as novas informações. Hoje a título de proteger a "Pureza Doutrinária", livros que amanhã serão pilares da Doutrina Espírita estão sendo condenados pelos novos "donos da verdade".
      Mas analisemos a Pergunta 628: " Por que a verdade não foi posta sempre ao alcance de toda gente?
      Resposta: Importa que cada coisa venha ao seu tempo. A verdade é como a luz; o homem precisa habituar-se a ela, pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado.
      Jamais permitiu Deus que o homem recebesse comunicações tão completas e instrutivas como as que hoje lhe são dadas. Havia como sabeis, na antigüidade alguns indivíduos possuidores do que eles próprios consideravam uma ciência sagrada e da qual faziam mistério para os que, aos seus olhos eram tidos por profanos. Pelo que conheceis das leis que regem estes fenômenos, deveis compreender que esses indivíduos apenas recebiam algumas verdades esparsas, dentro de um conjunto equívoco e na maioria dos casos, emblemático. Entretanto, para o estudioso, não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião, que seja desprezível, pois em tudo há germens de grandes verdades que, se bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, FACILMENTE COORDENÁVEIS SE VOS APRESENTAM, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até hoje se vos afiguram sem razão alguma e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada. NÃO DESPREZEIS, PORTANTO, OS OBJETOS DE ESTUDO QUE ESSES MATERIAIS OFERECEM. RICOS ELES SÃO DE TAIS OBJETOS E PODEM CONTRIBUIR PODEROSAMENTE PARA VOSSA INSTRUÇÃO." (tradução de Guillon Ribeiro.)
       Lembremos a célebre recomendação de Paulo de Tarso - O Apóstolo dos Gentios: "Lê tudo, retêm o que é bom." Felizmente Kardec deixou-nos as portas abertas para examinarmos os acervos do passado, que podem contribuir "poderosamente" para nossa evolução e assim compreendemos que os Espíritos Superiores, com o advento do Espiritismo, não puderam obviamente revelar  "toda a verdade", assim compreendendo a progressividade da Revelação Espírita devemos estar abertos ao futuro, às novas revelações que copiosamente chovem sobre a Seara Espírita. Novas revelações que estão em correlação com as tradições antigas!
      Poderemos ler os textos do Budismo, a Tradição da Cabala, os manuscritos do Evangelho de Tomé, os hieróglifos de pirâmides que estão no Egito e nas Américas, as tríades dos Druídas, os Vedas da Índia, o Alcorão, a filosofia Zen... as tradições Africanas e não nos confundiremos, se possuírmos a base sólida da Terceira Revelação!
      Perceberemos encantados que todas as tradições dos antigos ensinam a mesma verdade, com as particularidades de cada cultura e de cada época. Descobriremos assim a "Doutrina Secreta" ensinada aos Iniciados de todos os povos, em todas as épocas e latitudes! Perceberemos que a verdade do Eclesiástes é incontestável: "Não há nada de novo debaixo do Sol!" Compreenderemos que o Espiritismo é a vulgarização de tudo o que era oculto às multidões, aos profanos do passado.
      No livro "Memórias de um suicída" do espírito Camilo Cândido Botelho, psicografado por Yvonne do  Amaral Pereira, em sua segunda parte, o grupo de espíritos suicídas que foram resgatados das zonas umbralinas são apresentados a novos instrutores, entre eles Epaminondas de Vigo que lhes ensinaria a "Ciência Universal" conhecida no passado como "Doutrina Secreta"! Ciência esta que somente o Cristo e seus prepostos possuem em toda sua profundidade e sabedoria!
      Interessante também frisarmos as alusões do Mestre Leon Dennis em seu livro "Depois da Morte", onde o grande filósofo do Espiritismo revela a pujança do passado, em especial a Tradição dos Druídas. E as significativas palavras do Espírito João Evangelista no Capítulo 8 de " O Evangelho segundo o Espiritismo":"lhes ensinaremos a forte correlação entre o que foi e o que é".
     No início do Século XX, o insígne Dr. Antonio José Freire, publicou em Portugal interessante obra intitulada "À margem do Espiritismo"(Da Sabedoria Antiga á época Contemporânea). Com sua extraordinária inteligência o Dr. Antonio exalta o conhecimento das antigas civilizações revelando o que estava "à margem do Espiritismo", no Brasil a FEB editou o livro com outro título:"Ciência e Espiritismo(Da Sabedoria Antiga à  Época Contemporânea) haja visto que já existia no Brasil o livro de Carlos Imbassahy com o mesmo título.
     Hoje pouco à pouco as realidades que ficaram "à margem", nos chegam através das clarinadas de tantos livros novos e "anti-doutrinários". E pasmem, a Doutrina Secreta paira nas bancas Espíritas de todo o Brasil, acessível aos que tem olhos de ver, oculta aos que julgam tudo saber. À pouco tempo, comprei em uma banca o livro "Aruanda" de Robson Pinheiro e o mesmo estava praticamente escondido no fundo da prateleira, quase oculto por recomendação de maiorais do Movimento Espírita daquela cidade. As "novas" verdades estão editadas, publicadas e censuradas. Os novos fariseus estão a perseguir as "Boas Novas". Meditemos as sábias palavras de Gamaliel em Atos dos Apóstolos; " Se o que estes homemns estão a divulgar é falso, cairá por si mesmo, mas se são verdadeiras..."
     Assim estão "oficialmente" censurados: Ramatis, Bacelli, Divaldo, Rochester, Miramez, Robson Pinheiro, Roger Feraudy, todos os preto-velhos e tudo que cheire a esoterismo! Deveremos ler apenas as obras básicas de Kardec, os livros de Chico Xavier, especialmente os de Emmanuel e André Luiz!
     Os Espíritos Superiores vão pouco à pouco desvelando os mistérios, à medida que vamos evoluindo podemos aceitar novas realidades. Muitos temas nos parecem obscuros e os repelimos sem investigar. Muito tem sido revelado ao longo da história do Espiritismo
e somente os que conseguem ampliar seus horizontes é que fazem estudo sério de obras tidas como polêmicas pela maioria. Em nossa evolução teremos que conquistar o bom senso, teremos que desenvolver nossa capacidade de discernimento entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, entre o falso e o verdadeiro.
      Na ilusão de tudo saberem, muitos criticam e zombam de obras sérias, convictos de que são obras "anti-doutrinárias". Na maioria das vezes criticam sem analisar seriamente estes temas e paradoxalmente, os Espíritas que históricamente foram incompreendidos, taxados de loucos e endemoninhados, hoje condenam idéias e conceitos sem prévio exame, sem conhecimento de causa!
      Mas à todo instante o passado retorna, o acervo da humanidade está registrado em pirâmides, templos, inscrições, megálitos, tradições e também nos registros Akásicos acessíveis aos médiuns que tem a clarividência e podem explorar o passado através da visão psíquica!
      À cada momento a humanidade aproxima-se da elucidação deste fascinante quebra-cabeças. Arqueólogos, buscadores, investigadores vão trazendo à luz, de sob a poeira dos milênios, a verdade incontestável! Achados preciosos sugerem a correlação entre as tradições de todos os povos!
     A Doutrina Secreta que permaneceu através dos milênios em humilde silêncio, agora quer se revelar!!! O Espiritismo é Iniciação à céu aberto, acessível à todos os que tem olhos de ver. Acompanhando as revelações Arqueológicas, vão chegando novas informações pelas mãos fluídicas de tantos espíritos que vão evidenciando toda a riquesa do passado. Mas para muitos, temas como a Atlântida, a humanidade Intraterrena e Extraterrena, os Elementais, a Magia, a Grande Fraternidade Branca e outras preciosas revelações soam como ficções, contos da Carochinha!!!

sábado, 3 de março de 2012

TAREFAS DE AMOR

TAREFAS DE AMOR
Antes de examinar a nossa condição de espíritos devedores, na esfera da consanguinidade, vejamos o lar enobrecido em sua função de oficina do amor.
Para isso, é importante figurar o teu próprio sonho de felicidade para além da experiência terrestre.
Se houvesse de partir agora, ao chamado da desencarnação, decerto rogarias para teu imediato proveito o céu do retorno aos entes amados.
Quem não terá, enquanto na Terra, residindo para lá das fronteiras da morte, um coração materno, um pai amigo, um irmão ou um companheiro? Quem de nós não sentirá saudades de alguém, até que nos reunamos todos no doce país da União Sem Adeus? E muitos de nós, quando nos desenfaixamos do corpo denso, somos carinhosamente acolhidos pela dedicação dos que nos precederam, apesar dos desequilíbrios que demonstremos, para a devida restauração em bases de amor.
Assim também, os seres queridos do Plano Espiritual, quando necessitam do regresso ao plano físico, ansiando a conquista de paz e reajustamento, escolhem o nosso clima doméstico para as temporadas de serviço regenerativo ou reequilibrante de que sejam carecedores, atendendo sempre aos imperativos do amor que nos associam.
Se guardas no lar alguém que te enternece pela enfermidade ou provação que apresente, não julgues teus cuidados à conta de culpa e resgate, mas, sim, desenvolve-os por tributo de reconhecimento e carinho, em favor daquele coração faminto de harmonia consigo mesmo que te procurou a companhia, em nome do afeto milenário que a ele te junge desde outras eras.
Lembra-te de que o débito da ternura e da gratidão jamais termina.
Teu lar é um ponto bendito do Universo em que te é possível exercer todas as formas de abnegação a benefício dos outros e de ti mesmo, perante Deus. Pensa nisso e o amor te iluminará.
(De “No portal da luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de Emmanuel)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Mensagem de Bezerra de Menezes

Mensagem de Bezerra de Menezes



Esta mensagem psicofônica foi recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao término da conferência pública realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 14 de agosto de 2008
Filhos e filhas do coração! As nobres conquistas da Ciência ergueram a criatura humana ao elevado patamar da inteligência. A tecnologia de ponta alargoulhe os horizontes no macro e no microcosmo. É necessário, no entanto, que o ser humano, deslumbrado pelas conquistas de fora, não esqueça das conquistas sublimes do seu mundo interior. A sociedade voluptuosa avança esmagando as outras culturas através das bezerra 
denominações nacionais. Armado para a beligerância, o mundo confirma fronteiras e, a cada momento, estouram rebeliões. Aqueles que conhecemos Jesus, no entanto, deveremos respeitar as fronteiras geográficas, sim, mas, considerar as fronteiras espirituais e nos integrarmos no trabalho do amanho da terra do sentimento, através da abnegação e do amor. Não mais interrogações injustificáveis a respeito da volúpia e do prazer transitórios. Chega o momento do amadurecimento interno, enriquecedor, para que realmente a felicidade permaneça em nosso mundo íntimo, ajudando-nos a entesourar os dons que prosseguem eternamente. Vossos guias espirituais ouvem os vossos apelos. Recebem as vossas súplicas e vêm, pressurosos, atender-vos. Nada obstante, muitas vezes, enclausurados na revolta, no ressentimento, não lhes permitis a comunicação ideal para as soluções de que tendes necessidade. Dulcificai-vos, abrandai esses impulsos estimulados pelas propostas da mídia desvairada, compadecendo-vos das vítimas, sem vos esquecerdes dos algozes. Quando alguém delinqüe cometendo um crime, às vezes hediondo, e a fúria se vos instala, desejando linchamento, morte, justiça, considerai que o perverso é profundamente infeliz, que o sicário de vidas é um doente interno, no qual predomina a herança primitiva da barbárie. Como podiam os carrascos nazistas matar no campo de concentração e chegar em casa sorridentes, afetuosos, bons esposos e bons pais? Essa fragmentação da psique fazia que uma área do cérebro desse-lhes a visão de estarem agindo corretamente, tanto nas câmaras de extermínio, nas experiências científicas perversas, como no doce aconchego da família. Foi para fortalecer o anjo que existe em nós que Jesus veio. Não permitamos que esse anjo se debilite ante os impactos das circunstâncias perturbadoras do momento. A Sua proposta é de que tenhamos vida e vida em abundância. Vida em abundância é Amor! Nunca será demasiado repetirmos a necessidade do Amor na construção do ser novo que se dirige para Deus. Médiuns, que todos somos – do Bem ou das aflições; da Verdade ou da ignomínia – busquemos a sintonia perfeita com Jesus e nos entreguemos às Suas Mãos, porque, na condição de Pastor de Misericórdia, guiar-nos-á no Seu rebanho ao aprisco da paz. Que Deus vos abençoe, meus filhos. É o que vos deseja o servidor humílimo
e paternal de sempre,
Bezerra

religiões,,,,,,,,,,,,,

A que atribui o fato de grande parte da população brasileira seguir duas religiões. Nas grandes capitais, a maioria das pessoas declara-se tradicionalmente pertencente a essa ou aquela igreja, mas na hora da dor e da adversidade, muitos vão em busca do pai-de-santo ou do caboclo incorporado que lhes afirma: 'Vou dar um jeito no seu problema".

Chico Xavier:
- Ante os problemas do imediatismo na Terra ser-nos-á realmente difícil pensar em nossos irmãos da coletividade humana por pessoas capazes de aguardar uma solução mais segura às questões que as preocupam quando algum ingrediente de facilidade possa surgir de perto, quase que exigindo a adesão da criatura necessitada, para que a tranqüilidade transitória venha a favorecê-la. Isso é claramente humano. Aliás, não será de desprezar o concurso que alguém nos oferte em benefício de nossa paz, quando a aflição muitas vezes dramatizada ou exagerada nos colha de assalto. Entretanto, as leias da vida não se alteram para ninguém. Uma ferida em nós pode talvez encontrar um paliativo que a obscureça, dando-nos a impressão de cura, mas chega sempre o momento em que verificamos, às vezes tardiamente, que essa ferida, supostamente um mal, era justamente o bem que necessitávamos para evitar sofrimento maior.

Buscador espiritual

Buscador espiritual



Tu que andas por entre as provas terrestres e que ainda assim buscas a essência espiritual da vida e de ti mesmo, saibas que o teu andar não é solitário.
Irmãos espirituais te acompanham e trabalham contigo invisivelmente.
Guiam sutilmente tuas energias sem que tu possas percebê-los, mas respeitam tuas escolhas.
Conhecem profundamente o carma que te acompanha e as provas humanas que necessitas passar para crescer.
Transitam pelo teu viver, sempre te intuindo às atitudes virtuosas.
São as riquezas espirituais dos teus passos e o brilho dos teus objetivos vitais.
Acompanham-te incondicionalmente, pois essa foi a tarefa que lhes foi confiada pelos mestres extrafísicos que coordenam os trabalhos espirituais na crosta terrestre.
Irmão buscador, não te esqueças jamais de teus amparadores extrafísicos.
Eles são os benfeitores do teu coração, os mentores da tua inspiração, os luminares do teu serviço, os irmãos da tua alma.
Irmão, mesmo que as provas da carne te atribulem e os aguilhões cármicos te aferroem o viver, não duvides: TU NUNCA ESTÁS SOZINHO ESPIRITUALMENTE!
Tenhas firmeza e paciência, pois tua semeadura frutificará invisivelmente nos férteis campos da Espiritualidade.
Os passos espirituais são claros:
. trabalhar e estudar com afinco;
. amar a todos os seres;
. agir corretamente e com alegria;
. ser luz no caminho;
. estar atento aos sussurros espirituais dos amparadores no íntimo da própria alma.
Irmão buscador, reflete bem nestes escritos, pois eles são PAZ E LUZ em tua alma.
Que teus passos na Terra sejam sempre cheios de virtude!

Conhecendo seu Guia na Umbanda




Conhecendo seu Guia na Umbanda


É muito comum no inicio das incorporações, quando a gente está ansioso, com medo , curioso e inseguro para saber quem são nossas entidades, como trabalharam, nomes, etc… Todos nós médiuns já passamos por isso…..Quando há as incorporações o médium fica mais que atento a qualquer palavra que saia de sua boca “se eu falando ou a entidades, o que vai acontecer agora, o que ele tá fazendo” ….. tudo isso faz parte do ínicio, pois ser consciente é perfeitamente normal e não é sinal de “falta de firmeza, ou imaturidade nas incorporações, ou fraqueza do médium.

Antes de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular, com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só espírito
.caboclo
É como ser um médico, engenheiro, etc… Todos possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossos guias, então é comum escutar:
- Como é o Caboclo X?
- Me conte a estória do Preto Velho Y
- Como é o ponto riscado do Exú Z?



medium
E é nessa fase onde o médium atua muito junto com a entidade, por sua participação , ‘interatividade” que é peculiar nesse ínicio, ocorre maior incidência de uma interferência do médium , sobrepondo a da entidade.
Porém, com o passar do tempo, o médium vai ganhando confiança, vai aprendendo a ficar mais alheio das manifestações da entidades, pois para ele não terá mais mistérios e se reservará da total abstenção de qualquer tipo de interferência, inclusive de sua própria opinião do que a entidade deveria agir, falar ou conduzir numa consulta.
Muitas pessoas desistem no inicio, por não aceitar sua consciência e não conseguir trabalhar psicologicamente essa questão e achar que é ele ali e não a entidade. De não insistir e entender que as incorporações vão se firmando com o tempo. Pois nossa forma de trabalhar mediúnicamente é muitíssimo diferente de Candomblé e Espíritismo. E para a Umbanda a afinidade e sintônia nas incorporações é de fato, mais demorada. E nesse processo de ajustes, equalizações e estabelecer uma sintonia satisfatória , o médium deve entender que haverá sim erros, o seu sobrepor a propria entidade, o animismo, porque faz parte desses ajustes. Por isso o médium não deve ser pemitido ao estarem sob influência das entidades; beber, fumar e principalmente, dar consultas e atender o público, quando essa sintonia não se estabelecer de fato, avaliado pelo dirigente e guias chefes da casa.
Nao é que não podem ….. é normal as entidades não darem nomes de suas falanges no ínicio, pois o médium ainda não está preparado mediúnicamente falando … demora-se um tempo para estabelecer uma sincrônia entre a faixa vibratória da entidade com a do medium e somente quando houver harmonia, e com menos risco de animismos por parte do médium, é que elas trazem sua falange.
Isso pode ocasionar vários promelhas no início do desenvolvimento, o médium lê uma descrição de que o Caboclo Y fuma. E ele fica com “isso” na cabeça, assim que chega no momento de trabalhar com o seu guia o Caboclo Y (também) ele pede um charuto, e aparti daí fica mais difícil de romper essa barreira anímica criada pelo médium.
Ou então o médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa, “nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.
Pra resumir, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, do desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se interando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc.

Preto Velho e Kardec

Preto Velho e Kardec


PRETO VELHO FALA COM KARDECkardec
Pouca gente sabe, mas numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Allan Kardec evocou um Espírito que, segundo as terminologias da cultura brasileira, poderia ser classificado como um “preto velho”. Esse encontro, narrado pelo próprio Kardec nas páginas da sua histórica “Revista Espírita” (Revue Spirite), de junho de 1859, aconteceu na reunião do dia 25 de março daquele mesmo ano. Pai César – este o nome do Espírito comunicante – havia desencarnado em 8 de fevereiro também de 1859 com 138 anos de idade – segundo davam conta as notícias da época –, fato este que certamente chamou a atenção do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informações sobre o falecido, que havia encerrado a sua existência física perto de Covington, nos Estados Unidos.
Pai César havia nascido na África e tinha sido levado para a Louisiana quando tinha apenas 15 anos.
Antes de iniciar a sessão em que se faria presente Pai César, Allan Kardec indagou ao Espírito São Luís, que coordenava o trabalho, se haveria algum impedimento em evocar aquele companheiro recém-chegado ao Plano Espiritual. Ao que respondeu São Luís que não, prontificando-se, inclusive, a prestar auxílio no intercâmbio. E assim se fez. A comunicação, contudo, mal iniciada, já conclamou os participantes do grupo a muitas reflexões. Na sua mensagem, Pai César desabafou, expondo a todos as mágoas guardadas em seu coração, fruto
dos sofrimentos por que passara na Terra em função do preconceito que naqueles dias graçava em ainda maior escala do que hoje. E tamanhas eram as feridas que trazia no peito que chegou a dizer a Kardec que não gostaria de voltar à Terra novamente como negro, estaria assim, no seu entendimento, fugindo da maldade, fruto da ignorância humana. Quando indagado também sobre sua idade, se tinha vivido mesmo 138 anos, Pai César disse não ter certeza, fato compreensível, como esclarece o Codificador, visto que os negros não possuíam naqueles tempos registro civil de
nascimento, sobretudo os oriundos da África, pelo que só poderiam ter uma noção aproximada da sua idade real.

A comunicação de Pai César certamente ajudou Kardec, em muito, a reforçar as suas teses contra o preconceito, o mesmo preconceito que o levou a fazer, dois anos depois, nas páginas da mesma “Revista Espírita”, em outubro de 1861, a declaração a seguir, na qual deixou patente o papel que o Espiritismo teria no processo evolutivo da Humanidade, ajudando a pôr fim na escuridão que ainda subjuga mentes e corações: “O Espiritismo, restituindo ao espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas
e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos de cor.”

fonte: SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES ed. nº 2090 (19/04/2008)

Qualidade dos Pretos-Velhos:

Qualidade dos Pretos-Velhos:

A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mas diferenças ocorrem porque os Pretos-Velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência da irradiação do Orixá para quem eles trabalham. Essas diferenças são evidenciadas na incorporação e também na maneira de trabalhar e especialidade deles. Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás:
Pretos-Velhos De Ogum:
São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes. São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de “choque”, mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas. São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, encorajando e dando segurança para aqueles indecisos e “medrosos”. É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.
Pretos-Velhos De Oxum:
São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível. Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é “chocar” e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado. São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-Velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mas é necessário para a evolução daquela pessoa.
Pretos-Velhos De Xangô:
Sua incorporação é rápida como as de Ogum. Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais. Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.
Pretos-Velhos De Iansã:
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas. Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá. Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual. Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.
Pretos-Velhos De Oxossi:
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas. Esses Pretos-Velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo. Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastros, banhos e compressas, defumadores, chás, etc… São verdadeiros químicos em seus tocos. – Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior “químico” – Oxossi.
Pretos-Velhos De Nanã:
São raros, sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada. Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo. Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça. Costumam se afastar dos médiuns que consideram de “moral fraca”. Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada. É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta. São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso karma, pois isso sem dúvida é a sua função. Atuam também como os de Inhasã e Obaluaiê, conduzindo Eguns.

Nossas Dores

Nossas Dores

Aceitemos realmente a dor na condição de apoio celeste com que a Divina Providência nos enriquece o caminho.
Toda a natureza para ajudar a experiência do homem, alimentando-o e amparando-o, padece constantes dilacerações.
Para transformar-se em sementeira proveitosa, morre o grão esquecido no solo.
Para converter-se a espiga em farinha, humilha-se, asfixiada, sob a mó que a tritura.
Para dar-se em pão abençoado à mesa, submete-se a farinha à elevada tensão do forno.
Para servir no levantamento do edifício, sofre a pedra a pressão do martelo.
Para oferecer-se em beleza e brilho, obedece o seixo bruto ao buril que o aprimora.
Para responder às necessidades do conforto, desce o tronco aos insultos da lâmina.
Para contribuir no progresso, encontra o metal as injúrias do fogo.A responsabilidade na oficina do caráter, é luz que engrandece todo espírito que lhe atende as obrigações.
Não lamentes a dificuldade e nem amaldiçoes o sofrimento que porventura te busquem.
Não temas a dor, na escola da vida, e recolhe, em silêncio, as bênçãos de que se faz emissária.

Não te enganes com as aparências.
Quando te vejas no usufruto dessa ou daquela promoção, atento às circunstâncias do mundo, às imposições dos que te cercam ou às convenções em que a existência se te condiciona, escolhe a senda da abnegação, em auxílio aos outros, porque o Senhor nos ensinou, em espírito e verdade, que somente a preço do esforço máximo pela vitória do bem com o esquecimento de todo egoísmo, é que escalaremos o monte da paz com a nossa própria renovação.
EMMANUEL -Nascer e Renascer – Francisco Cândido Xavier

AS VIRTUDES QUE PENSAMOS TER

AS VIRTUDES QUE PENSAMOS TER

“Só pela renovação íntima, progride a alma no rumo da vida aperfeiçoada”.
(Emmanuel, no Livro “Fonte Viva”, psicografia de Francisco C. Xavier, item 67).

A vida na Terra é valiosa oportunidade de aprendizado. Retorna o Espírito
para a vida física, vestindo nova roupagem carnal, trazendo no bojo da
reencarnação os propósitos de crescimento interior. E, pensando em
evolução, não podemos olvidar a necessidade do esforço íntimo.

Assim, imperioso se torna que deitemos reflexões sobre os assuntos que nos
cercam, sempre atentos na busca de reconhecer os pontos falhos que ainda
insistem em empanar o brilho do progresso que lutamos por fazer.

Em realidade, começamos a d espertar para os reais valores da vida, mas
ainda temos imensas dificuldades em retê-los no âmago.

Quando afirmamos, diante de determinada situação, que perdemos a
paciência, na verdade significa dizer que ainda não temos a paciência que
acreditávamos possuir, pois quem a adquiriu, jamais a perde.

Quando concluímos que a nossa calma acabou, é sinal inequívoco de que
nunca fomos calmos, apenas trazíamos uma máscara que não resistiu aos
golpes que sofreu; então, evidenciamos o que realmente somos.

Quando dizemos que o amor que sentíamos por certa criatura deixou de
existir, na verdade estamos informando que, com relação a ela, mantínhamos
somente laços de atração, nada mais. O amor verdadeiro não acaba.

Quando observamos que a solidariedade que cultivávamos perdeu a
intensidade, podemos e ntender, sem medo de errar, que não éramos
autênticos na solidariedade, pois quem assim o é, não retroage.

Quando percebemos que estamos cansados de fazer a caridade, sem dúvida
nenhuma podemos concluir que nunca fomos totalmente caridosos, apenas
ensaiávamos pequenos gestos de bondade que se enfraqueceram por falta de
determinação e objetivo sério.

Quando reconhecemos o desânimo, com relação à destinação de nossas horas
de folga, na realização de trabalhos assistenciais em favor de criaturas
em sofrimento, iniciados com arrojo, devemos entender que não éramos
desprendidos como acreditávamos ser.

Quando identificamos a ausência do desejo de prosseguirmos no serviço de
edificação de uma sociedade mais justa e humana, ao registrarmos os
escândalos sociais que eclodem em todos os quadrantes da na ção, é porque,
no âmago, nunca tivemos a convicção absoluta dos nossos deveres dentro da
sociedade.

As virtudes que definitivamente adquirimos, jamais deixamos de possuir.
Assim, não perdemos paciência, fraternidade, amor, caridade, tolerância,
idealismo, determinação, coragem e outras tantas conquistas nobres e
sublimes, quando realmente as detemos.

Então, concluindo que não as temos mais ou que elas perderam a
intensidade, melhor será entender que não as tínhamos, carecendo,
portanto, de sérias e acuradas reflexões, para direcionar caminhos em
busca de obtê-las, com urgência e de forma total e absoluta. Então, se
incorporar-se-ão ao nosso quadro evolutivo e seguirão conosco para a
eternidade.

Reflitamos maduramente, pois muitas virtudes que pensávamos ter, em
realidade não temos.

Assim, oportuno será observar a advertência do Espírito Emmanuel quando
afirma que “só pela renovação íntima alcançaremos a perfeição”.

(Publicado no Livro “Mensagens de Esperança e Paz”, Autor Waldenir

A colheita da vida




A colheita da vida



Somos agricultores da vida, a princípio vemos a imensidão da terra que temos que cuidar,
ficamos olhando e sentindo o quanto teremos que trabalhar diante desta terra.


Muitos de nós não queremos o trabalho de sol a sol, então nos contentamos em apenas jogar algumas sementes ao solo e deixa-las lá.


E desta forma achamos que mais tarde poderemos voltar e fazer uma colheita com muitos frutos.


Mas quando voltarmos para nossa colheita, seremos surpreendidos pelo solo seco e sem nenhum fruto a ser colhido, porque não fizemos o nosso trabalho como deveríamos ter feito.


Por isso, diante do solo e da responsabilidade de cultivarmos este solo, devemos ter a capacidade de semear e cuidar da nossa lavoura, porque desta forma quando voltarmos para a colheita poderemos vivenciar a benção de ter feito o nosso trabalho como agricultores responsáveis que devemos ser.


Encontraremos frutos sólidos e fortalecidos, porque fizemos com responsabilidade a nossa parte no solo da vida; e assim a colheita que teremos nos dará novas sementes para podermos cultivar e cuidar, para que novos frutos possam ser colhidos e distribuídos mais adiante.


Faça o cultivo de sua vida com responsabilidade e dedicação, para que quando voltares para a colheita não seja surpreendido pelo solo infértil e doente pela falta de responsabilidade pelo trabalho da vida.

“O acaso não existe”.




Muitos afirmam que “O acaso não existe”. Dependendo da forma que se entende, essa afirmação pode estar certa ou errada:

Certo: pela questão de análise da palavra:

A = Não
CASO: Causa

ou seja, “Não Causado”.

Assim, como tudo o que existe, existe por uma causa, compreende-se que o Acaso não existe.

Errado: não somos marionetes de Deus. Nem tudo o que nos acontece na vida é porque “tinha que acontecer” ou “estava escrito”.

Se você entre em briga de cães para apartar uma briga, você está sujeito a levar mordida, embora não tenha absolutamente nada a ver com a briga dos animais.

Jesus apanhou, foi humilhado, cuspido e crucificado, no entanto não fez nada, nem no presente, nem no passado, para merecer tais sofrimentos. Simplesmente estava num meio que gerou tais consequências.

Na vida, fazemos um planejamento daquilo que desejamos cumprir e experimentar, mas a partir do momento que entramos na vida material, passamos a nos sujeitar às suas reações e podemos sofrer coisas que não tem nenhuma relação direta com nossa existência.

Deus assim o permite para que, de tais experiências surgidas de súbito, possamos desenvolver nossa inteligência, nossa astúcia e mesmo nossa moral, de acordo com as provações a que somos submetidos e assim avançamos, a medida que aprendemos com tais provações.

Desse modo, é possível sofrer por imprudências cometidas por outras pessoas. Por exemplo, um erro médico pode arriscar a saúde ou tirar a vida de um paciente, sem que aquilo estivesse no quadro existencial do mesmo; uma bala perdida pode atingir uma pessoa que simplesmente estava no lugar errado, na hora errada.

Faz parte da vida na Terra esses desafios e, repetimos, nem tudo o que nos acontece é porque tinha que acontecer.

Para finalizar, quantos homicídios e suicídios ocorrem dia a dia. Tais pessoas não nasceram destinadas a matar outra pessoa nem a matar a si mesmas. Quando reencarnam, pela relação social, podem tornar-se criminosas porque já existia nelas esta tendência, mas a pessoa nasce para superar esta má tendência e não com o fim de ferir os semelhantes ou a si mesmo através dela.

Em resumo, podemos mudar completamente o rumo de nossa existência, dependendo de nossas escolhas.

Imagine que um homem reencarna com o propósito de perder um braço, para que assim ele adquira experiências ao viver essa expiação. Entretanto, isso não é uma questão obrigatória. Mesmo ele tendo solicitado esta provação, se ele enquanto encarnado fizer o bem, trabalhar e esforçar-se por domar suas más inclinações, terá expiado pelo trabalho a falta cometida no passado e com isso, ao invés de perder o braço, pode perder somente a mão, ou um dedo ou nenhuma parte de si.

A lei é de trabalho; não existe lei da dor.


SEGUINDO

SEGUINDO
Não te afastes do bem, ainda mesmo que a estrada se te mostre crivada de obstáculos.
Não te detenhas.
Ouvirás aqueles que se instalam na retaguarda a te repetirem, de longe, os sombrios vaticínios que os fizeram parar.
Falam dos perigos imaginários da frente; relacionam conceitos das inteligências encharcadas de pessimismo; exaltam a filosofia da indiferença; ou destacam erros do passado, apedrejando inutilmente o futuro.
Entrega ao tempo quantos se fixaram transitoriamente nas margens do caminho, receando calamidades e abismos, e prossegue adiante.
Não importa encontres aqueles que se revelem capazes de te golpear a esperança.
Recorda. O espinheiro não nos fere voluntariamente e sim porque ainda se faz conhecer por lâminas agressivas. A pedra que faz tropeçar na Terra, não tem consciência disso; ela é apenas um calhau fora do lugar de servir.
Espalha bondade e coragem, suportando com paciência as forças contrárias que, porventura se levantem, buscando barrar-te os passos.
Caminha, amando e auxiliando e Deus te mostrará que ninguém se eleva, sem suor e sem lágrimas.
Compreenderás que a lágrima na provação é o suor que purifica e que o suor no trabalho é a lágrima que aperfeiçoa.
Ainda que experimente, de algum modo, o frio do entardecer, não te amedrontes perante as trevas.
Acende a lâmpada de tua fé e prossegue servindo sempre.
Os que caminham com Deus no coração transportam consigo os clarões da alvorada. E por mais espessas se façam as sobras nos cárceres da noite, ninguém consegue prender o esplendor do novo dia.
(De “SOMENTE AMOR”, de Francisco Cândido Xavier,

quinta-feira, 1 de março de 2012

QUEM AVISE,,,,,,,,,,

Conta-se que um cômico célebre, em pleno espetáculo, recebeu, no entreato, um telegrama triste, anunciando-lhe a morte do pai. Desatando as lágrimas, voltou à ribalta, em suprema consternação, comunicando à platéia : – “Meus senhores, acabo de ser informado de que meu pai morreu!...” Ao invés, porém, da compunção doa ouvintes, recebeu estonteantes aplausos. O público ria gostosamente, acreditando na continuação da peça, embora o patético a caracterizar-se no rosto angustiado do artista. Naquele instante, seu coração era uma fonte de lágrimas, sustentando um rio de gargalhadas.

Onde a culpa do infeliz?

Há pessoas que nascem na Terra com o dom de chorar para que outros desenvolvam a faculdade de rir.

A propósito, conheço um homem que viveu alguns anos no mundo escrevendo anedotário venenoso, que muitos leitores consumiam, ávidos, no silêncio de salas desertas. Cavalheiros respeitáveis e senhoras bem postas, jovens de ambos os sexos, recolhiam-se, de quando em quando, em obscuros recantos da casa, cultivando a perfídia sorridente e a ironia maliciosa. Liam com interesse, lembravam pessoas de suas relações, emoldurando-as nos quadros que a leitura lhes sugeria e, não raro, cerravam a porta, a fim de viverem, mais intensamente, as impressões recolhidas.

O pobre autor desempenhava atribuições de escriba popular. Nas ruas, nos cafés, nas bancas de jornais, nas rodas de amigos, surpreendia todas as notas picantes, aproveitando-as em molho de escândalo na frigideira da gramática para o consumo geral. Os fregueses eram numerosos e, por isso, não era pequeno o trabalho das linotipos.

O comentarista alegre, contudo, se fazia rir como Triboulet, o palhaço, a fim de ganhar a vida, no fundo de si mesmo desejava ser como Epaminondas, o tebano ilustre, que morreu amando as realizações honestas. E mais tarde, ao apagar das luzes, ele, que vendia risos, passou a exportar sofrimentos. Com a renovação espiritual, modificou-se-lhe a clientela. Suas páginas não mais figuravam entre as leituras secretas guardadas a sete chaves. Eram, agora, folhas pálidas de filosofia da desilusão, da sombra, do destino e da dor.

Encontrou, nessa fase, amizades mais sólidas. Junto daqueles que colhem as rosas da existência humana, inumeráveis são as fileiras dos que trabalham entre os espinhos e, se alguns espíritos jovens estão bailando despreocupados, no festim da vida carnal, são incontáveis os corações amadurecidos que velam, súplices, nas trevas da noite. Em vista disso, talvez, encontrou ele simpatias novas, mais claras e mais sinceras.

Mergulhado nesse campo de vibrações diferentes, transferiu-se para o castelo da morte, onde, surpreendido, encontrou as profundas e maravilhosas revelações da vida. Renovado, feliz, prosseguiu escrevendo para os companheiros de luta, reavivando-lhes a esperança no naufrágio das ilusões. Como marinheiro experiente, sentindo a inesperada segurança da praia, atirava salva-vidas aos irmãos de sonho, que se debatiam a distância, na fúria das águas móveis e traiçoeiras.

Mantinha-se nesse labor, quando os admiradores de sua primeira fase de serviço, velhos cultivadores da malícia humana, gritaram do alto de sua superioridade:

– Ele? impossível. Como falar do Céu, quem se agarrava frenèticamente à Terra?

– É mentira! Ele não tinha fé!

– Como é isso?! há subversão na ordem espiritual? a pregação do bem estará confiada aos impenitentes da vida humana?

O pobre comentarista desencarnado começou a receber acusações e pedradas. Alguns adversários gratuitos, se pudessem, levantá-lo-iam do túmulo, para afrontá-lo a pancadas.

Surgiram discussões, perseguições, atritos.

Impressionado e comovido com as torturas de que o amigo era vítima, procurei-o, em pessoa, não só para confortá-la, mas também para recolher-lhe as íntimas impressões. Não fui encontrá-la, porém, descabelado, a gritar, como personagem de ópera, em desespero. Revelava-se calmo, sereno, seguro de si mesmo ; e, cheio de compreensão pelas fraquezas do próximo, terminou a palestra, esclarecendo com um sorriso:

– Não, meu amigo, não estou desalentado. Se estivesse por lá, no turbilhão, talvez fizesse pior. Se ainda me demorasse na carne e soubesse que um homem, como eu, andava escrevendo sobre a iluminação eterna da alma, depois da morte do corpo, admitiria tudo, menos a realidade. Muitos me acusam, gratuitamente, classificando-me de escritor venenoso, mas... que fazer?

Fez longa pausa, mostrou maior lucidez no olhar compreensivo e concluiu:

– Não me preocupo, agora, por mim, que tenho a felicidade de resgatar o passado. Como é natural, todavia, preocupo-me pelos meus antigos clientes, porque se me conhecem tão bem, dão testemunho de que me leram com atenção. Leram e gostaram. E se eu, presentemente, trabalho para destruir a árvore que plantei, eles que se preparem diante do futuro, porquanto é provável que quase todos tenham de vomitar os frutos que ingeriram gostosamente
.


pelo Espírito Irmão X - Do livro: Lázaro Redivivo Médium: Francisco Cândido Xavier

Alerta de Kardec sobre as publicações espíritas

 Alerta de Kardec sobre as publicações espíritas

Parte apreciável da obra que compõe a estruturação do Espiritismo foi escrita por Allan Kardec. O teor dos textos que escreveu – de alta moral –, desenvolvendo profundas reflexões de interesse para a humanidade; seus artigos, refutações, notas e complementos mostram a pujança intelectual do mestre, sua responsabilidade com a verdade e o sério compromisso assumido na fundamentação e divulgação da doutrina filosófica que nascia.

Cuidando de tudo com muito zelo, organizou um livro dedicado especialmente às questões mediúnicas, “O Livro dos Médiuns”. Também nas edições mensais da Revista Espírita, tratou fartamente da mediunidade, no sentido de bem esclarecer e orientar sobre  assunto tão delicado e às vezes até perigoso. Não faltaram a Allan Kardec, a avaliação, o critério, o método, próprios da abordagem científica, pois ele mesmo referiu-se a esses estudos como uma nova ciência que nascia.

Num de seus textos, muito conhecido pelos que estudam a Doutrina, que se pode encontrar na Revista Espírita, ano de 1863, mês de maio, com o título “Exame das comunicações mediúnicas que nos enviam”, Allan Kardec expõe os cuidados que os médiuns precisam ter quanto à divulgação do que recebem via mediúnica.

Diz, num certo trecho: “que não se publique inconsideradamente tudo quanto vem dos Espíritos, desde mensagens curtas até trabalhos de maior volume”.

Sobre estes últimos, Kardec afirma: “Resta-nos dizer algumas palavras sobre manuscritos ou trabalhos de fôlego que nos mandaram, entre os quais, sobre trinta, encontramos cinco ou seis de real valor. No mundo invisível como na Terra, não faltam escritores, mas os bons são raros. Tal Espírito é apto a ditar uma boa comunicação isolada, a dar excelente conselho particular, mas incapaz de um trabalho de conjunto completo, que suporte um exame”...

Mais adiante, remata: “Eis por que, ao lado de alguns bons pensamentos, encontram-se, por vezes, ideias excêntricas e os traços menos equívocos da mais profunda ignorância”.

Imaginemos uma obra com alguns conceitos não bem filtrados, que possam causar dúvidas e controvérsias, circulando e sendo lida por milhares de pessoas. E se várias obras com o mesmo problema chegarem aos hipermercados, livrarias, bibliotecas etc.? Dá para imaginar o estrago. É compreensível que a grande maioria das pessoas, atualmente mais e mais atraídas pelas ideias espíritas, não saiba separar o joio do trigo, o que nem sempre é tão fácil assim.

Daí ser forçoso lembrar a conhecida frase de Erasto, Espírito: “Melhor rejeitar nove verdades do que aceitar uma só mentira”, referindo-se aos textos colhidos mediunicamente, mas não só a eles.

Há ainda, conforme Allan Kardec, outra coisa séria com que os médiuns precisam se preocupar: “É nestas espécies de trabalhos mediúnicos (as psicografias longas)* que temos notado mais sinais de obsessão, dos quais um dos mais frequentes é a injunção (imposição)* da parte do Espírito de os fazer imprimir... É em semelhante caso que um exame escrupuloso se torna necessário... Todas as precauções são poucas para evitar as publicações lamentáveis... Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência, no interesse da causa”.

O final do texto de Allan Kardec serve de alerta a todos nós: ...“publicando comunicações dignas de interesse, faz-se uma coisa útil. Publicando as que são fracas, insignificantes ou más, faz-se mais mal do que bem”.

Nunca será demais relembrar os conselhos de Allan Kardec


A história de um Espírito completista

  A história de um Espírito completista

Na simplicidade de um lar, sob a divina incumbência da maternidade, Espíritos endividados do ontem se elevam pela via do amor
e da resignação


É interessante observarmos a reação de alunos diante do sistema de avaliação escolar. Poucos conseguem manter o equilíbrio emocional necessário obtendo êxito completo, e muitos, mesmo sabendo o conteúdo de forma suficiente, se vêm derrotados por causa das emoções em desalinho. Assim estamos nós, Espíritos eternos no palco deste mundo de provas e expiações, onde o próprio nome já define a escala em que se encontra o nosso planeta, e isto, por causa da nossa própria evolução moral ainda em atraso.

Como alunos assustados diante de uma avaliação, tantas vezes falhamos e somos encaminhados à inevitável repetência, porém há os que nos deixam um exemplo sublime desta importante aprovação e o fazem com louvor. Pensando nisto, lembrei-me de uma pessoa muito especial com a qual tive o prazer de conviver, e que me possibilitou conhecer de perto as histórias de sua vida, que alimentaram minha infância e hoje me levam a refletir sobre o nosso papel como Espíritos em evolução. Uma mulher ímpar e detentora de alta envergadura moral.

Casou-se ainda na adolescência – fato comum na época de nossos avós – recebendo por marido um homem extremamente rude e dado aos prazeres da vida. Além de desempenhar a função de esposa e mãe, passava os dias sentada numa máquina de costura, através da qual conseguiu custear a educação de todos os filhos em colégio pago, pois achava que, assim, acabariam tendo uma vida financeiramente mais estruturada que a sua.

Foi mãe de dezesseis crianças, mas nem todas atingiram a idade adulta, pois na época a mortalidade infantil chegava a níveis absurdos por causa de simples males que hoje estão plenamente controlados. Logo no início do casamento foi morar numa fazenda e, durante as noites, ela que era pouco mais que uma menina, sofria muito com as ausências do marido. Certa feita confessou-me que seu maior medo era a possibilidade de ver algum fantasma entrando na casa porta adentro, e por isso preferia ficar sentada do lado de fora, que na verdade não passava de um rancho no meio do pasto. Com o lampião do lado e o primeiro filho no colo, dizia que era possível sentir as baforadas dos búfalos que se aproximavam por causa da luz.

Era uma mãe dedicada e amorosa, detentora de uma personalidade permeada pela mansuetude, distribuindo carinho e atenção a todos, inclusive para mim. Um dia me contou que além dos filhos biológicos que Deus lhe dera, havia acolhido a filha de um sobrinho, pois diante da eminência de uma doença fatal, o rapaz, que era pai solteiro, lhe pedira para criar a filha, justificando que ele não conhecia ninguém melhor no mundo para servir de mãe à menina. E assim, chegou aos seus braços a décima sétima criança, a quem criou com o mesmo zelo e amor que dedicara aos outros.

Anos antes de sua morte, um dos filhos ficou muito doente e resolvi fazer-lhe uma visita. Na ocasião conversamos um bom tempo dividindo um bule de café, e ela me falou com detalhes desde o nascimento deste filho. O dilema da descoberta da paralisia infantil logo nos primeiros anos de vida, das limitações que a doença impôs, e da promessa de levá-lo todos os dias à igrejinha da cidade ao nascer do dia, pois lá ela rogava a Maria de Nazaré, dizendo “só a senhora sabe o que é padecer pelo sofrimento de um filho”.

Segundo ela, conforme o garoto ia crescendo, mesmo com a dificuldade de carregá-lo nos braços sozinha, não deixou de ir à igreja nem um dia sequer, e quando ele já estava com sete anos de idade, numa manhã, ele lhe pediu que o colocasse em pé porque andaria até o altar. Foi uma surpresa e ao mesmo tempo uma alegria ver o filho dando os primeiros passos sem a ajuda de ninguém – “eu fiz a minha parte, Juliana. E Maria fez a dela” – me disse. Deste momento em diante o filho nunca mais parou de andar e enfrentou suas lutas contando sempre com a ajuda da mãe adorada. Concluiu três faculdades, se tornou funcionário público federal, casou-se e formou a própria família.

Ela ia mesclando a narrativa com lágrimas de emoção e a alegria que lhe era peculiar, mas não terminamos a história e nem o bule de café, porque enquanto narrava com tanto carinho aqueles fatos, o filho desencarnava na UTI do hospital. Então, eu vi em seus olhos a dor comum que dilacera o coração de uma mãe diante da partida de um filho, mas também fui capaz de ver além destas coisas, vi a resignação viva frente à vontade divina, e posso dizer que resignar-se foi a marca característica deste Espírito.

Apesar da gritante diferença moral entre ela e o marido, os dois chegaram a completar 75 anos de casamento – algo raríssimo. Na ocasião dei-lhe um abraço e perguntei em particular o que representava para ela todos aqueles anos. A resposta veio embrulhada cuidadosamente em um meio sorriso, “Ah, minha filha! Mesmo não tendo vivido um dia sequer de felicidade ao lado dele, agradeço a Deus pelo homem que me deu o tesouro que foi os meus filhos”.

Pouco tempo depois o marido adoeceu e estava presente na noite do seu desencarne, feito de forma sofrida e desassossegada, e ela estava lá, sentada ao seu lado prestando-lhe assistência. Fiquei um bom tempo analisando em silêncio a cena, e ela me contou que há mais de uma semana ele vinha chamando-a incessantemente, pedindo perdão sem parar, citando erros e ofensas, faltas cometidas como marido e como pai, cenas de um passado muito distante que ela havia superado, mas que para ele continuavam nítidas na consciência. Segundo os filhos, que também estavam presentes, a cada pedido de perdão ela respondia, “esqueça isso, porque na verdade nunca consegui sentir raiva ou cheguei a ficar ofendida. Apenas fique em paz”.

Tendo ultrapassado a marca dos 90 anos de idade, esta mulher certamente se tornou um Espírito completista, como define André Luiz nas obras de Chico Xavier, referindo-se àqueles que conseguem retornar ao plano espiritual após ter cumprido a maior parte de sua programação reencarnatória. O exemplo vivo de que invariavelmente todos nós seremos submetidos às provas, mas que a diferença fundamental de sermos ou não aprovados é a aplicação efetiva do amor.

Quando aprendermos a amar, não nos revoltaremos com as dificuldades, revezes e amarguras da vida, assim como as faltas dos que caminham conosco não nos afetarão mais. Como disse Kardec, “quando me sobrevinha uma decepção, uma contrariedade qualquer, eu me elevava pelo pensamento acima da humanidade e me colocava antecipadamente na região dos Espíritos e, desse ponto culminante, donde divisava o da minha chegada, as misérias da vida deslizavam por sobre mim sem me atingirem. Tão habitual se me tornara esse modo de proceder, que os gritos dos maus jamais me perturbaram


MOMENTOS DE LUZ

MOMENTOS DE LUZ

Se você está feliz, ore sempre, rogando ao Senhor para que o equilíbrio
esteja em seus passos...
Se você sofre, ore para que não lhe falte compreensão e paciência...
Se você está no caminho certo, ore para que não se desvie...
Se você está de espírito marginalizado, sob o risco de queda em
despenhadeiros ou perigosos declives, ore para que o seu raciocínio retome a
senda justa...
Se você está doente, ore a fim de que a saúde possível lhe seja
restituída...
Se você tem o corpo robusto, ore para que as suas forças não se percam...
Se você está trabalhando, ore pedindo a Deus lhe conserve a existência no
privilégio de servir...
Se você permanece ausente da atividade, ore, solicitando aos Mensageiros do
Senhor lhe auxiliem a encontrar ou reencontrar a felicidade da ação para o
bem...
Se você já aprendeu a perdoar as ofensas, ore para que prossiga cultivando
semelhante atitude...
Se você reprova ou condena alguém, ore rogando à Divina Providência lhe
ajude a entender o que faríamos nós se estivéssemos no lugar de quem caiu ou
de quem errou, de modo a aprendermos discernimento e tolerância...
Se você possui conhecimentos superiores, ore para que não lhe falte a
disposição de trabalhar, a fim de transmiti-los a outrem, sem qualquer idéia
de superioridade, reconhecendo que a luz de sua inteligência vem de Deus que
no-la concede para que venhamos a fazer o melhor de nosso tempo e de nossa
vida, entregando-nos, porém, à responsabilidade de nossos
próprios atos...
Se você ainda ignora as verdades da vida, ore para que o seu espírito
consiga assimilar as lições que o Mais Alto
lhe envia...
Ore sempre!
A oração é o momento de luz, nas obscuridades e provas do caminho de
aperfeiçoamento em que ainda nos achamos, para o nosso encontro íntimo com o
amparo de Deus...


(Obra: Tempo de Luz - Chico Xavier/André Luiz)

A POESIA SUAVE DE JESUS

A POESIA SUAVE DE JESUS


O evangelho de Jesus é um poema à simplicidade.
Não requer explicações metafísicas nem elasticidade filosófica para entendê-lo.

Olhai as aves do céu; não semeiam nem ceifam, mas nosso pai celestial as alimenta.
É a lição do desprendimento.

Aquele que põe a mão no arado e olha para trás não está apto ao reino de Deus.
É a lição da perseverança.

Aquele que estiver sem pecado que atire a primeira pedra.
É a lição da auto-análise.

Quando fordes convidados para um banquete senta no último lugar.
É a lição da humildade.

Aquele que quer ser o maior, que seja o que mais serve.

É a lição da caridade.

Vinde a mim todos vós que estás aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei.
É a lição do acolhimento.

Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração.
É a lição da delicadeza.

Reconcilia-te com o teu inimigo enquanto estás a caminho com ele.

Saiu o semeador a semear sua semente.
É a lição do trabalho.

Para entrar no reino do céu é necessário nascer de novo.
É a lição da volta.

O filho do homem veio para servir e não para ser servido.
É a lição da nobreza.

Seja o vosso falar sim, sim e não, não.

Tratai a todos como gostarias de ser tratado.
É a lição da justiça.

Vai e não peques mais!
É a lição da resistência.

Lázaro, levanta-te e anda!
É a lição da fé.

Procure Jesus nas coisas simples; na lágrima, no afago, na alegria pura, no trabalho honesto, no gesto fraterno, no poema à vida, enfim, em tudo que eleva e ilumina.
Por isso é tão dificil para a ciência e para a filosofia encontrá-lo.
==========================
Autor: Luiz Gonzaga Pinheiro




A Saudade

Vencido pela profunda angústia da minha mágoa, despertei quando o jovem rosto da manhã adornado de luz e o mar de nuvens viajeiras, me convidaram para o banquete do dia.
Levantei e percebi que não fora um pesadelo... A presença da sua ausência era a mais pura e triste realidade...
Não sei dizer ao certo se é a presença da ausência ou a ausência da presença ou, talvez seja, simplesmente, saudade...
Lá fora tudo respirava perfume e os braços do vento, carregando o pólen da vida, cantavam nos ramos do arvoredo delicada canção...
Saí a correr, tentando fugir da furna escura dos meus padecimentos.
A presença invisível do bem-amado fazia-me arder em febre de ansiedade, enquanto os pés ligeiros das horas corriam à frente impondo-me fadiga e desconforto...
Embriagado pela saudade, meu ser ansiava pela paz...
Em vão tentei exaurir as forças para livrar-me da dor, mas não lograva libertar-me do punhal da melancolia cravado no coração, e da lembrança da sua ausência...
Quando, enfim, a tarde se escondeu no longe das montanhas altaneiras, outra vez tombei em mim mesmo, extenuado e só...
Naquele momento desejei que o Todo Poderoso me dominasse com os fortes recursos da Soberana Misericórdia, livrando-me de mim mesmo...
Parecia que não mais suportaria o espinho da saudade cravado em meu peito, já dorido e exausto...
A ausência da sua presença queimava as fibras mais sutis da minha alma.
E a presença da sua ausência feria-me o coração dilacerado e só...
A noite devorou o dia e, ao escancarar a sua boca negra, mostrou a primeira estrela engastada no manto escuro, vencendo as sombras...
Minutos depois, miríades de astros brilhantes compuseram o diadema da vitória total da luz...
Só então, solitário e meditativo, compreendi como a minha canção de dor chegara ao ouvidos do Criador, que me respondeu em vibrações fulgurantes de esperanças à distância...
Só então compreendi que não há escuridão que resista a um simples raio de luz, e decidi acender a chama da esperança em minha alma.
E, só então, pude ouvir o Sublime Cancioneiro do silêncio e Suas melodias repletas de sons e paz, convidando-me a confiar em Seu infinito poder e entregar-me aos braços suaves da esperança...
* * *
Se o manto escuro da saudade pesa sobre os seus ombros, ilumine-se com as pérolas da oração sincera em favor do bem-amado que partiu.
Preencha a ausência da presença com a lembrança dos momentos compartilhados nas horas alegres, e confie no reencontro feliz.
Redação do Momento Espírita

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel

As asas do espírito

As asas do espírito


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Da mesma forma como o deserto necessita de chuva, da mesma forma como uma criança necessita de um nome, da mesma forma como as rosas necessitam de água, o espírito humano necessita de cuidado e atenção.

Esta existência terrena é a infância da Eternidade.

Esta existência terrena, tal como a infância, é um período de deleite, e também de aprendizado.

Somos aprendizes neste mundo inferior, e a nossa lição pode ser resumida em três palavras:
Purificar o coração.

O que é efêmero, e o que é Real?

Que coisas têm verdadeiro valor?

Sons e cores do mundo distraem os sentidos, e muitas vezes ofuscam aquilo que é Essencial.

Essencial é a ascendência, essencial é o aprimoramento interior.

Essencial é examinarmos o nosso coração, todas as noites, para verificar se tivemos lucros ou perdas no nosso capital espiritual.

Essencial é lembrarmos que a nossa passagem por aqui é finita, e que em breve seremos chamados a partir.

O nosso corpo físico assemelha-se a uma gaiola, e a nossa alma, a uma ave.

Chega o dia em que a Mãe Amorosa abre a porta da gaiola e diz para a ave do espírito:

“É chegada a tua hora, Voa...”

O que fará nesta hora a alma, recém-liberta da gaiola do corpo, no dia em que a gaiola do nosso corpo fenecer, estaremos aptos a voar com as asas do nosso espírito?

Conseguirá ela voar?

No dia em que a gaiola do nosso corpo fenecer, estaremos aptos a voar com as asas do nosso espírito?

Devemos aproveitar os nossos dias, enquanto habitantes deste mundo inferior, para fortalecermos as asas do espírito, de modo que possamos, na hora da morte, alçar vôo... rumo aos Reinos Eternos, rumo às Cidades Imortais.

As asas do espírito constituem-se das virtudes que cultivamos... 

“...Vive, pois, os dias de tua vida, os quais são menos de um momento fugaz, mantendo sem mancha a tua mente, imaculado teu coração, puros teus pensamentos e santificada tua natureza...

...de modo que, livre e contente, possas abandonar essa forma mortal, recolher-te ao paraíso místico e habitar, para todo o sempre, no reino eterno.”

Síndrome de Down e Espiritismo

  Síndrome de Down
e Espiritismo


A síndrome de Down corresponde a uma alteração cromossômica relativamente frequente, verificada em uma para cada 500 crianças nascidas (cerca de 0,2%), acarretando deficiência mental e anomalias no desenvolvimento ósseo e de vários órgãos internos. 

A ciência explica que a síndrome é devida à presença de um cromossomo 21 a mais nas células (95% dos casos). Assim, os indivíduos comprometidos apresentam três cromossomos 21, em vez de apenas um par desses elementos. Pode, também, a anomalia, em 4% dos casos, ser decorrente de uma translocação do braço longo do cromossomo 21 para um do grupo D ou do próprio G. Finalmente, em 1% dos pacientes, os denominados mosaicos, com a mistura de células com 46 e 47 cromossomos, revelando melhor prognóstico, apresentando-se com poucos estigmas e maior inteligência.

Em verdade, sabemos que o acaso não existe. A própria harmonia que a natureza revela é prova redundante que fatores casuais não têm expressão. O comprometimento cromossômico é resultante da presença do Espírito, irradiando um campo energético próprio, agindo, não somente na atração dos gametas sexuais, como também na intimidade do zigoto, em plena elaboração do ser embrionário.

Como todo efeito inteligente tem sempre uma causa também inteligente, pode-se deduzir a presença, durante a fecundação, do Espírito reencarnante, ligado vibratoriamente à sua futura mãe, exercendo ação sobre o óvulo, atraindo depois o espermatozóide que lhe é afim, isto é, aquele que está sintonizado com suas expressões energéticas, dentro da faixa evolutiva em que se encontra.

Cientistas da Universidade do Texas e do Instituto Weizmann de Israel também proclamam que óvulos se comunicam com espermatozóides, enviando-lhes sinais para guiá-los até as trompas de Falópio, tornando possível a fecundação, acreditando os pesquisadores que o sinal emitido pelo óvulo é um componente do líquido que o circunda, talvez uma reação química. 

A fecundação, encontro de duas células germinativas, proporciona a formação de um ser humano, constituído por cem trilhões de células que funcionam harmonicamente, sendo que diferentes grupos celulares estão especializados no desempenho de diferentes funções, responsáveis por fenômenos bioquímicos precisos. É claro que toda essa complexidade não pode ser fruto do acaso, existindo um substrato energético, agente causal da divisão, organização e metabolismo celular, que preexiste ao corpo físico e lhe serve de campo modelador ou orientador.

A energia espiritual, controladora por excelência, funciona como um campo organizador biológico, atuando sobre os genes e, consequentemente, na dinâmica celular. Todas as transformações físicas, químicas, orgânicas, biológicas de todas as células são orientadas e dirigidas pelo Espírito que preside a tudo, funcionando o corpo humano como um grande computador biológico.

Assim como qualquer obra humana exige uma planta de construção, o corpo humano é formado, nas maravilhosas fases da embriologia, seguindo as determinações do molde espiritual ali presente. O corpo extrafísico é, por conseguinte, o responsável pela formação de seu envoltório somático que, situado num meio vibratório mais denso, proporciona, pela sua resistência própria, as experiências necessárias e o despertamento de potencialidades. 

A partir desse conceito, passa a ter explicação plausível a ocorrência de malformações embrionárias e de afecções congênitas complexas, de acordo com o compromisso assumido pelo ser espiritual ali presente. 

Na síndrome de Down, tanto na trissomia do cromossomo 21, quanto em sua translocação e no mosaico, a gênese do processo biológico encontra-se no fator espiritual, já que a entidade em vias de reencarnar-se necessita dessa experiência no campo físico.

A Doutrina Espírita é rica em ensinamentos a respeito do objetivo da reencarnação. Para uns, é expiação; para outros é missão. Mesmo quando a reencarnação é expiatória, o Espírito tem sempre a oportunidade da missão, executada no meio familiar ou até mesmo, de forma mais abrangente, no plano social, ajudando-os a progredir.

A reencarnação se constitui em um distinto instituto pedagógico, em que o ser recebe a oportunidade do crescimento evolutivo. Como diz o Espírito André Luiz: “A reencarnação é o meio, a educação divina é o fim”. Através das vidas sucessivas, o homem é outorgado pelo merecimento de seus atos, como tem deles a responsabilidade. A Lei é uma só para todos, a qual é refletida na consciência de cada um, estando todos subordinados à justiça de Deus. 

Na dimensão espiritual, quando atormentado pelas torturas morais que o afligem, decorrentes do abuso que fizera de certas faculdades, o ser anseia por uma reencarnação expiatória, onde, ligado à faixa vibratória densa da matéria, terá a possibilidade do esquecimento e, consequentemente, do resgate da falta cometida em pretérita vivência na carne. Vitorioso diante da expiação retornará à verdadeira pátria, agora não mais como algoz, mas sim como vítima, não sendo mais assediado e enredado pelo remorso anterior que parecia não ter fim, quando, envolvido pelo sofrimento, ansiava por uma oportunidade reencarnatória.

O Espírito que renasce, no meio físico, ostentando um comprometimento físico e mental, como o da síndrome de Down, está tendo uma oportunidade ímpar de crescimento evolutivo. Embora as cadeias temporárias da carne lhe impeçam o voo, o Espírito, durante o repouso do sono, compreende a importância dessa experiência e necessita de muita compreensão, extrema atenção e incomensurável amor de todos os circunstantes, principalmente dos seus familiares e amigos. 

A Doutrina Espírita, como o “Consolador Prometido”, vem reafirmar a existência da presença reconfortante e amorosa da reencarnação, explicando a problemática das crianças com deficiências mentais, decifrando enigmas de difícil compreensão e interpretação, à luz do conhecimento materialista e religioso dogmático.

Acima de tudo a certeza de que “DEUS É AMOR”.


O CAMINHO



Joanna de Ângelis , daobra “Momentos Enriquecedores”
psicografia de DivaldoPereira Franco

Diante do turbilhão de problemase conflitos, aturdido e receoso, a um passo do desequilíbrio, indagas, semdiretriz: - Onde a via a seguir? Qual a conduta a adotar?

Certamente, todo empreendimentodeve ser precedido de planificação, de roteiro, de programa. Sem esses fatores,o comportamento faz-se anárquico, e o trabalho se dirige à desordem.

A experiência carnal é uma viagemque o espírito empreende com os objetivos definidos pela Divindade, que a todosreserva a perfeição.

Como alcançá-la, e em quantotempo, depende de cada viajor.

*

Multiplicam-se os caminhos queterminarão por levar à meta.

Alguns conduzem a despenhadeiros,a desertos, a pantanais, a regiões perigosas.

Outros se desdobram convidativose repletos de distrações, prazeres, comodidades, engodos, passadismos.

Poucos se caracterizam peloesforço que deve ser envidado para conquistá-los, vencendo, etapa a etapa, asdificuldades e impedimentos.

Uns levam à ruína demorada, queenvilece e infelicita.

Vários dão acesso à glóriatransitória, ao poder arbitrário, às regalias que o túmulo interrompe.

Jesus, porém, foi peremptório aoasseverar:

-Eu sou o caminho - informandoser a única opção para chegar-se a Deus.

*

Se te encontras a ponto dedesistir na luta, intenta-o outra vez e busca Jesus.

Se te abateste e não tens ninguémao lado para oferecer-te a mão, recorre a Jesus.

Se te sentes abandonado evencido, após mil tentames malsucedidos no mundo, apela a Jesus.

Se te deparas perdido e sem rumo,apega-te a Jesus.

Se te defrontas com impedimentosque te parecem intransponíveis, procura Jesus.

Se nada mais esperas na jornada,recomeça com Jesus.

*

Se avanças com êxito, não teesqueças de Jesus.

Se estás cercado de carinho eamor, impregna-te de Jesus.

Se a jornada se te faz amena,agradece a Jesus.

Se encontras conforto e alegriano crescimento íntimo, não te separes de Jesus

Se acreditas na vitória, queantevês, apóia-te em Jesus.

Se te sentes inundado de paz efé, Jesus está contigo.

*

Em qualquer trecho do caminho datua evolução, Jesus deve ser o teu apoio, a tua direção, a tua meta, tendo emmente que através dEle e com Ele te plenificarás, alcançando Deus.

O mais, são ilusões e engodos.Não te equivoques, nem enganes a ninguém.